<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856</id><updated>2011-06-18T22:05:20.842-03:00</updated><title type='text'>Oficina de Idéias</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Juliana Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12100608010189786070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKGOk7Ru0mI/AAAAAAAAABg/YYyQFm1E1Io/s1600-R/Parte.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-8154308460026997277</id><published>2008-12-09T13:11:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T13:13:23.490-02:00</updated><title type='text'>a fuga do aniversario - Isis foge do anversáio, vai ao parque, acha o diário de Isis</title><content type='html'>Ísis - A fuga do aniversário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        - Dedé, agente tem que arrumar um jeito de despistar meus pais na minha festa de aniversário, não posso deixar de ir no parque, eu esqueci a minha pasta lá! – Disse Isis na primeira oportunidade que teve de conversar depois da aula.&lt;br /&gt;      - Zi, de novo essas histórias de códigos e parques no dia do seu aniversário? Zi, é o seu aniversário, não se pode... como assim agente tem? Eu não tenho que nada, vou ser só mais um convidado da sua festa.&lt;br /&gt;      - Demócrito! Está aí a solução do meu problema. Você vai ser o centro das atenções hoje! &lt;br /&gt;  O plano de Isis saia como faísca. Repensava todos os seus passos, chegava a visualizar a planta da sua casa, vendo o ponto de entrada, sincronizava os horários com as movimentações planejadas. Viu todos os convidados achando interessantíssimo aquela história de cozinheiro-mirim, pratos exóticos numa simples festinha de aniversário, a cozinha seria passagem obrigatória para todos os convidados. &lt;br /&gt; - Zi, acorda! Como eu vou substituir você no seu próprio aniversario? – Era realmente quase impossível; mas, imagina se desse certo? Atrasaria a hora do parabéns, momento que, na sua opinião, estava em segundo plano, poderia passar rápido, sem nada é big é big, nem desejos na hora de soprar as velas. E então quando chegasse apresentaria a todos o mestre cuca que estaria no meio do preparo de algum prato exótico tipo...&lt;br /&gt; - Dedé, qual o prato mais exótico e demorado que você sabe fazer? – Demócrito com aquela cara de eu ainda nem concordei já pensava em alguma coisa, inventar um prato, assim, é bem complicado. Iria ele recorrer ao livro de receitas? &lt;br /&gt; A conversa ficou mais ou menos por ai até o portão de saída, quando os dois repassaram os detalhes, Demócrito se encarregaria de levar panelas, os ingredientes, tudo para preparar sua receita especial, chegaria de surpresa falando para todos da casa que Isis ficou presa em uma festa surpresa que fizeram para ela na escola, ia demorar um pouco. Ela nunca deixaria de ir no parque, tinha que achar a sua pasta de mensagens. Como ela foi esquecer logo sua pasta? Será que todas aquelas pessoas e crianças que via no parque tinham vivido alguma coisa assim? Despediu-se rapidamente do amigo e foi em direção aquelas montanhas mágicas, caminho que estava ficando cada vez mais familiar pra garota.&lt;br /&gt; Quando chega no parque, muda o tempo do verbo da menina. Iris vê todos aqueles brinquedos, as crianças, aquele mundo de gente desconhecida em um lugar não tão longe de sua casa. Começa a andar em busca de nada, inicialmente, até lembrar da sua pasta esquecida, ai tudo fica meio nervoso, e ela agitada. Vai nos carrinhos de bate-bate, não vê nada, não vê ninguém, está tudo desligado. O carrosel hoje parece bem mais bonito, mas a fila é enorme, e não era o caso entrar lá hoje. &lt;br /&gt; Continua sua procura por alguma coisa, alguém que possa ajudar. Ela vê o velho palhaço imitando alguém lá do outro lado do parque, resolve não interromper. Passa pelo Tiro ao Alvo, percebe uma nova barraquinha, Tiro ao Álvaro, onde o alvo é uma cara bem engraçada e gordinha de algum que deve ter esse nome. Ela ri, quem deve ser o responsável por essas loucuras? Anda mais um pouco e depois do pipoqueiro, vira para dar de cara com ela, a montanha mágica. &lt;br /&gt;Aquele brinquedo realmente conseguiu distraí-la, a fez esquecer logo a sua pasta! Por isso foi lá novamente, troca de lado e entra na montanha da direita, já que a outra a fez perder, essa poderia fazê-la achar. Primeiro o susto inicial, o barulho (clack) dos carrinhos sendo destravados e recebendo o primeiro impulso, depois, quando vem a primeira descida, tudo é uma maravilha, medo e alegria se confundem, é mesmo uma confusão de sentimentos. Na hora do loop, falta a gravidade, todo mundo sempre faz uma careta, até os mais velhos e os meninos que se dizem crescidos. A corrida continua, aquele barulho do carro passando no trilho, todos os pescoços virando juntos cada curva, todos rindo e gritando, até a parada, quando um alto e assustador clack antecipa a freada um tanto repentina. Todos saem descabelados e tentando se re-equilibrarem na terra firme. Você só pensa mesmo em ir mais uma vez.  As pessoas que entram agora, não sabem de nada disso, ainda.&lt;br /&gt;Depois do passeio Ísis, dá uma pequena volta em torno dessa montanha que entrou hoje, e vê na grama um caderninho de espiral, um pouco úmido do tempo que passou esquecido ali, já de longe parece ser de uma menina. Se aproxima, e o que era? Um diário! Todo marcado de datas, deve ter sido esquecido ontem já que nada estava anotado nesse dia. Alguém perdeu alguma coisa no parque, que nem ela, e isso, no mínimo, significava alguma coisa, alguma mensagem subliminar haveria de ter nessa coincidência tão estranha. Não quis sair lendo a vida de uma outra menina dessa forma, limpou a capa com a borda da camisa viu que ainda estava de uniforme, tinha vindo direto da escola, não passou em casa. Ainda era o seu aniversário. &lt;br /&gt;Como realmente pouco tempo se passou ali no parque, resolveu aproveitar e ir logo para casa, levando o seu achado tão precioso. Desviou do velho palhaço para evitar perguntas e seguiu o rumo de casa. Era estranho considerar algo de outra pessoa um presente, mas assim sentia a menina. Era seu grande presente, que fazia seu aniversário diferente de todos os outros. Perdia a pasta, mas achava um diário. Uma outra vida, de uma menina, que também tinha perdido algo no parque. Esse parque provocava coincidências. Foi nesse ritmo até chegar em casa, e lá, quem diria, a festa estava toda pela metade. &lt;br /&gt;Demócrito a viu com uma cara... estava todo sujo de algum molho, devia ser a terceira receita que ele fazia na frente de todos, estava exausto. O lugar já estava com aquele aspecto de fim festa, bagunçado e um pouco vazio, copos descartáveis pela casa, familiares já haviam deixado os presentes e haviam saído. Seus pais estavam recolhidos no outro cômodo. Como é possível? Não foi nada além de uma volta na montanha mágica? Parecia que o tempo agora tinha resolvido ir mais depressa. Ísis começou a prever a cara que seus pais iam fazer quando a vissem, foi quando Demócrito se aproximou, totalmente vestido de chef e disse:&lt;br /&gt;- É, Zi. A desculpa da festa surpresa, para funcionar, vai ter que ser incrementada com pitadas de imprevistos, mais uma colher de espera, mais a adição de algum acidente, não acha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-8154308460026997277?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/8154308460026997277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=8154308460026997277' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/8154308460026997277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/8154308460026997277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/12/fuga-do-aniversario-isis-foge-do.html' title='a fuga do aniversario - Isis foge do anversáio, vai ao parque, acha o diário de Isis'/><author><name>Rami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15285856651112442696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-4532153286123518233</id><published>2008-12-01T11:43:00.001-02:00</published><updated>2008-12-01T11:44:31.132-02:00</updated><title type='text'>-O Enigmata-                                    Por Cecília Barriga</title><content type='html'>Devo confessar meu estranhamento ao vê-lo a cada crepúsculo colocando óculos, peruca e cachecol... Até mesmo no verão! Saía diariamente em linha reta, às vezes em disparada para o centro do parque, mas quando lhe dava na telha, retornava dois passos e ali mesmo ficava. Com suas duas únicas mãos, retirava tudo quanto era quinquilharia dos bolsos de seu casaco roxo com manchas azuis, verdes e de cores que não existiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, suas quinquilharias eram importantes ferramentas de trabalho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto primeiro: Um equipamento ultramoderno para os entendidos na área de sensibilidade espontânea – O incrível ‘escritospoetatizador’ com raio-laser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto segundo: A atualíssima máquina registradora de caretas e expressões de quem é especialista em pedir para ficar mais um pouquinho no parque – A maravilhosa ‘estiqueepuxesorrindorizadora’ de uma famosa marca alemã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto terceiro: Esse tinha sido um presente dado por seu avô nos seus treze, quatorze, quinze, dezesseis ou dezessete anos, não sei bem em qual idade, mas que faz tempo isso faz – Uma máquina fotográfica! Dizem os mais ‘distantes’, que estava quebrada há mais de cinqüenta anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se ia aquele que no meio de toda àquela multidão, despercebido quase não ficava!&lt;br /&gt;O seu ofício começava quando todas aquelas quinquilharias, ops! Desculpa! Quando todas aquelas importantes ferramentas de trabalho eram por ele retiradas cuidadosamente dos bolsos depois de tanta caminhada bem dada, lugar minuciosamente escolhido, temperatura medida com o dedo molhado na boca mesmo e posto no ar... Ele, o Enigmata, estático bem no meio do parque, de olhos fechados e com a máquina fotográfica em punho, dava nada menos que três suspiros antes de começar a sessão fotográfica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais incrível é que jamais o vi tirando fotos com olhos abertos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma infinita possibilidade de retratos ao nosso redor, em nós e bem na ponta do nosso nariz... Podemos dividir o que vemos e não vemos em minúsculos quadradinhos, tudo se pode reduzir em quatro lados!&lt;br /&gt;Bolinhas de sabão, de perto, se tornarão quadrados de sabão. O céu, em poças d’água, vira chão. E se a fotografia pega somente a mão de alguém, consigo assim ver todos os emes, dáblios, ês, três... Um dia eu vi até um cê!&lt;br /&gt;O meu trabalho não é muito diferente ao de um poeta... A grandeza deste ofício está no acaso!&lt;br /&gt;É no acaso que eu me revelo!&lt;br /&gt;No caso do poeta, as palavras no papel fazem com que imagens sejam reveladas ali, em quatro lados de uma antiga folha em branco... Assim como ela, faço com que minha fotografia tenha mil possibilidades de ser concebida ao embalo do acaso e de meus olhos, que fechados, dão mais asas ao meu olhar!&lt;br /&gt;E a revelação de minhas inesperadas imagens é melhor que festa de aniversário surpresa, melhor que telefonema da pessoa que a gente tem um amor escondidinho só no nosso coração ou até mesmo em tirar um dez numa prova que a gente acredita ter se saído tão mal... É um fruto do acaso, do desconhecido, do escondido. Só quando a fotografia é revelada é que descubro o que estava ao meu redor naquele instante registrado. O que estava bem pertinho de mim e eu não avistara. É assim que começo a desvelar o meu mundo, o qual começo a inventar com alguns improvisos!&lt;br /&gt;E quando uma sensação de perda vem chegando, aciono o meu incrível ‘escritospoetatizador’ com raio-laser e o cenário é novamente reajustado e reenquadrado nos quatro lados de uma folha em branco.&lt;br /&gt;Falando em folha em branco, hoje revelei uma imagem interessantíssima aos conhecedores de acasos achados ou perdidos. A foto que há pouco revelei, tinha algo parecido com um diário e suas páginas pareciam asas e ele estava voando no momento que o registrei. Estou fascinado, era um pássaro de palavras aladas!!!&lt;br /&gt;Como estou ocupadíssimo revelando as setenta e sete fotos de hoje, acho que agora terei que me despedir de vocês. É complicadíssimo o trabalho de um seriíssimo profissional como eu, requisitadíssimo por imagens que geralmente não são fotografadas ou sensibilizadas em pessoas mais ‘distantes’.&lt;br /&gt;Opa! O que vejo aqui? O que está me aparecendo?&lt;br /&gt;Não acredito que está havendo uma rebelião das palavras... Todas me aparecem aladas nessas fotografias!&lt;br /&gt;Há mais páginas no céu do que se imagina...&lt;br /&gt;Agora estou realmente atolado de serviço. Preciso conferir a temperatura antes que minhas fotos também decidam se tornar aladas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retornar em disparada para o centro do parque, o Enigmata com seus cinco dedos da mão direita e com os outros cinco da esquerda, encharcados com algumas babinhas, ergue suas mãos para assim medir a temperatura. E como em todos os dias, retira novamente todas as suas importantes ferramentas de trabalho dos bolsos e recomeça o seu intrigante ofício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-4532153286123518233?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/4532153286123518233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=4532153286123518233' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4532153286123518233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4532153286123518233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/12/o-enigmata-por-ceclia-barriga.html' title='-O Enigmata-                                    Por Cecília Barriga'/><author><name>Cecigarre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10212134340590095469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_i75iam54t60/SKX8hfBWCGI/AAAAAAAAAA8/dGBp075panM/S220/sexta+feira13+071.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-5836305872745411551</id><published>2008-12-01T11:36:00.000-02:00</published><updated>2008-12-01T11:37:32.854-02:00</updated><title type='text'>Diário de Íris 1° dia</title><content type='html'>Data: dia especial/ mês do meu aniversário/ meu 14º ano de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida Mélani,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Hoje foi um dia incrível! Nem consigo respirar direito de tanta empolgação... se eu escrever alguma coisa sem sentido, me desculpa tá? É que meus pensamentos estão muito mais rápidos que minhas mãos podem acompanhar... Por onde começo?...&lt;br /&gt;            Bom, hoje resolvi não vir de ônibus pra casa. Queria caminhar, ver meus personagens em “câmera lenta” digamos assim. Mas aí, uma hora... uma hora que eu nem vi direito, ele apareceu na minha frente... Um parque! E era lindo! Nossa! Como era lindo. Só as montanhas russas eram duas. Um carrossel que acho que fiquei horas observando cada um dos cavalos. Parece que eu conhecia todos eles e que eles também me conheciam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalinho Branco&lt;br /&gt;À tarde, o cavalinho brancoestá muito cansado:&lt;br /&gt;mas há um pedacinho do campoonde sempre é feriado..&lt;br /&gt;O cavalo sacode a crinaloura e comprida&lt;br /&gt;e nas verdes ervas atirasua branca vida.&lt;br /&gt;Seu relincho estremece as raízese ele ensina aos ventos&lt;br /&gt;a alegria de sentir livresseus movimentos.&lt;br /&gt;Trabalhou todo o dia, tanto!Desde a madrugada!&lt;br /&gt;Descansa entre as flores, cavalinho branco,de crina dourada.&lt;br /&gt;                        Cecília Meirelles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Adoro a Cecília Meireles, às vezes acho que ela pensa que nem eu! Rs...&lt;br /&gt;            Vi um outro brinquedo também que eram xícaras rodando e rodando. Até quis sentar lá dentro mas tive medo. Não de vomitar nem nada assim. Tive medo de que tudo mudasse pra sempre entende? As pessoas que entravam nas xícaras, quando elas rodavam, parecia que... Nem sei, Parecia que uma hora a luz ia sair de dentro delas. Sabe essa luz que todo mundo tem? Então! Parece que de tanto rodar uma hora a luz ia inchar e derramar pelo brinquedo com milhares de estrelinhas brilhantes escorrendo como se fosse uma enchente. Entende? A poesia que cada pessoa guarda escondidinha lá dentro dela mesma ia sair pra fora e se misturar com a das outras pessoas. Foi disso que me deu medo. É como se de repente todo mundo abrisse você e lesse o que está aqui dentro, o que está dentro de mim. Isso dá medo...&lt;br /&gt;            Ai Mélani... meu diário querido! Se você pudesse ter visto todas aquelas coisas... que dia maravilhoso eu passei! Ah! Tinha um palhaço também! Mas era um palhaço diferente sabe? Não era como esses que ficam no sinal vendendo pirulitos nem aqueles que a gente vê nos parques no dia da criança. Ele era um palhaço realmente divertido! Rs... e não se chamava Manuel! Hauhauhau Mas como era mesmo o nome dele? Já nem me lembro, ele me deixou confusa com todas aquelas rimas e aquelas mágicas. Acho que se pudesse nunca mais sair dali, não precisava.&lt;br /&gt;                       &lt;br /&gt;                                    “Tic tac o tempo vai passando&lt;br /&gt;                                   e a gente aqui sentado num banquinho conversando...&lt;br /&gt;                                   Tic tac o tempo vai passando&lt;br /&gt;                                   e a gente aqui sentado num banquinho conversando...”&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Será que isso é uma música?...  Tinha um brinquedo também que até agora não descobri bem o que era. Na verdade entrei e acho que nem estava funcionando. Era uma sala grande e escura com muitas máscaras. Achei que era um túnel do terror sabe? Mas não dava medo!  Parecia mais um túnel do tempo. Eram máscaras bonitas, enfeitadas, algumas mais assustadoras, outras pareciam máscara de índio. Tinha uma igualzinha a que minha vó tem numa foto de quando ela era jovem. Acho que era de carnaval. Uma máscara bonita e brilhante. Eram tantas e tantas penduradas, em cima das mesas, de cadeiras... fiquei encantada! Depois comecei a pensar que talvez fosse um camarim. Mas não tinha roupa! Eram só máscaras. Não quis experimentar porque fiquei com medo de estragar, mas tinha uma que me lembrou o filme do Romeu e Julieta quando eles se encontram no baile a fantasia. Haha já me senti bailando e bailando esperando pelo meu Romeu...&lt;br /&gt;            Já estou começando a fica cansada... pena que não pude comer mais maçã do amor. Tinha de várias cores e tamanhos. Nunca tinha visto isso. Sabe que cada mordida tinha um gosto diferente? A primeira tinha gosto de morango! Nem acreditei. Mordi de novo e já tinha gosto de outra coisa.. Teve uma hora que mordi e tinha gosto de chocolate. Fiquei doidinha! Se minha outra vó estivesse lá, ia dizer que eu devia sair do sol, que isso mexe com a cabeça da gente e tal. Sei que a maçã era tão gostosa que nunca tinha comido nada daquele jeito. Ah! E sabe aquelas balinhas que explodem na boca? Não tenho bem certeza de que ela explodia, mas era isso que eu sentia. Foi estranho... e no final, Mélani, escuta isso que viagem... no final, eu não conseguia mais morder. Minha maçã do amor de repente esfarelou todinha no chão! Como pode? ... Será que amor também é assim? Se espatifa todo no final? Meu pai sempre ouve uma música assim:&lt;br /&gt;                                    “Me diz, me diz, me responde por favor!&lt;br /&gt;                                    Pra onde vai o meu amor, quando o amor acaba?”&lt;br /&gt;Será que eu não cuidei direito dela? Por isso o amor acabou? Podia ter comido mais devagar, com mais cuidado e... espera um pouquinho... Ah... agora acho que entendi. Eu não comprei uma maçã do amor. A moça disse que as maçãs do amor já tinham acabado, então eu acabei comprando uma maçã da saudade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Chega de saudade, a realidade é que sem o parque eu não posso viver...&lt;br /&gt;                        Diz-lhe numa prece, que ele regresse, porque eu não posso mais sofrer!&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            É amiga, definitivamente tenho que voltar lá amanhã...&lt;br /&gt;                                                                                              Boa noite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-5836305872745411551?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/5836305872745411551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=5836305872745411551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5836305872745411551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5836305872745411551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/12/dirio-de-ris-1-dia.html' title='Diário de Íris 1° dia'/><author><name>Naiara Morena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05240531959072857892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/__bh5URiELT4/SK_2ukechrI/AAAAAAAAAAM/xRV9aeT9NtY/S220/HPIM3615.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-2410008839348351297</id><published>2008-12-01T11:34:00.003-02:00</published><updated>2008-12-01T11:40:16.057-02:00</updated><title type='text'>Primeira passagem entre Ísis e Íris (acredito que seja aproximadamente o quarto capítulo!) - por Cecília Barriga.</title><content type='html'>Atenção: são textos separados - há a entrada de outros capítulos entre eles. O fragmento da Ísis deverá aparecer primeiro que o da Íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajustei tais fragmentos com as sugestões feitas em sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÍSIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes, fascinada, Ísis não conseguia pensar em mais nada além do que estava diante da ponta de seu nariz, ficou maravilhada! Havia luzes no letreiro que indicavam o nome do local, era ali que acreditava encontrar a verdade de todos os passos que lhe fizeram chegar onde as montanhas em pontos estariam. Montanhas Mágicas!&lt;br /&gt;... carrossel, pirulito, balanço... cavalo vermelho ... algodão-doce, gargalhadas, montanha-russa ... cavalo amarelo ... palhaço, bicicleta, outra montanha-russa ... cavalo verde... música, pipoca, chapéu voador ... cavalo azul... realejo, crianças, casa da Monga ... caaaa ... casa da Monga? O que seria?&lt;br /&gt;Seu pensamento ultrapassava o que estava diante de seus olhos, queria acompanhar tudo, mas era vivo. Tudo era colorido, mágico.&lt;br /&gt;Curiosa, não hesitou em procurá-la.&lt;br /&gt;Passou por tudo que seu pensamento havia lhe narrado até chegar ao casebre mais estranho que sua vista encontrara. Olhou mais uma vez e encontrou, ali estava, “A casa da Monga”.&lt;br /&gt;O parque estava cheio de crianças, pois já se contavam algumas horas que estava aberto, mas o casebre estava vazio, com certeza abriria somente ao anoitecer. Era um casebre de madeira todo colorido, em todas as paredes havia imagens de gorilas.&lt;br /&gt;Ela não se amedrontou com tal cenário, estava mesmo era curiosíssima para explorá-lo antes de qualquer criança. Viu-se como uma legítima desbravadora.&lt;br /&gt;Passou pelas cadeiras que se posicionavam como num teatro, havia um pequeno palco mais à frente. Subiu e viu uma estranha caixa em seu centro, ficou mais intrigada. Esta era em formato de L.&lt;br /&gt;No palco, quis entender o que era aquele caixote. Nele, havia duas grandes entradas, bem maior que sua altura. Não pensou duas vezes em escolher a entrada do lado esquerdo, pois era canhota.&lt;br /&gt;Estava escuro e agora adentrara numa espécie de corredor. Havia um cabide com uma fantasia de gorila. Ísis se assustou, ao mesmo tempo teve vontade de experimentá-la, mas seguiu em frente com passos bem curtos, para perceber os mínimos detalhes do local, pois ali talvez encontrasse mais alguma pista.&lt;br /&gt;Havia um espelho rachado no final desta entrada, cuja algumas partes lhe faltavam.&lt;br /&gt;Ísis mal conseguia se ver e se aproximou ainda mais.&lt;br /&gt;Ao chegar a dois passos do espelho, se viu em partes e assustou-se ainda mais, pois havia mais que seus traços nesta imagem, era outra em si mesma.&lt;br /&gt;Ficou tão confusa, correu pelo corredor e retornou à entrada, saiu do casebre e caminhou em direção ao carrossel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÍRIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos se passaram desde que Íris seguia as rodas da bicicleta de Paula e avistara a entrada do parque: um grande portal mágico, onde se tornariam vivas suas histórias.&lt;br /&gt;Avistou possíveis personagens para os próximos capítulos. Percebeu uma nova trilha sonora, um som suave vindo do realejo. Viu crianças de todas as idades, tamanhos e sorrisos.  Sentiu fome, mas decidiu comer algo depois que verificasse cada canto deste novo cenário, queria encontrar sua nova protagonista.&lt;br /&gt;Continuou em passos largos, andou tanto que até passou pelas duas montanhas-russas sem atentar para elas.&lt;br /&gt;Íris se lembrava do último parque que tinha ido na cidadezinha de sua avó. Havia assistido com ela ao show da Monga, a mulher gorila. Se lembrava de tudo, apesar de seus cinco anos na época.&lt;br /&gt;As lembranças lhe causaram alguns anos de pesadelos. Mas agora com seus treze anos e onze meses, já sabia de todo o truque, pois adorava estudar efeitos físicos, logo o jogo de espelhos era fichinha para todo o antigo medo da menina.&lt;br /&gt;Continuou seus passos, agora não tão largos, pois queria saber se ali também havia o ‘grande’ show da Monga. E não é que logo encontrou? Achou engraçado o fato desta personagem ter um teatro só para o seu número. E decidiu entrar para confirmar se já sabia mesmo todos os detalhes do truque dos espelhos. Infelizmente tudo estava vazio e escuro.&lt;br /&gt;Mas Íris foi adiante, subiu o palco, viu um baú ao fundo e não hesitou em abri-lo.&lt;br /&gt;Eis que encontra a fantasia da Monga, a mulher gorila. Estava meio velha e ainda mais assustadora.&lt;br /&gt;A menina, imersa em sua imaginação, quis compor o cenário e colocou a fantasia no corredor à esquerda do grande caixote do truque e se posicionou na outra entrada. Ia agora em passos curtos na expectativa da fusão de imagens, ouviu um barulho, alguém estava entrando no local, ficou apavorada, pois este ainda estava fechado, acreditava que o show começaria só à noite. Quem seria? Melhor não descobrir, vai que a Monga existisse mesmo.&lt;br /&gt;Começou a ficar com bastante medo e entrou no escuro do caixote, quando viu já estava perto do espelho, estava tudo tão esquisito, quase sem respirar, percebeu que algo estava ocorrendo com sua imagem no espelho, estava escuro.&lt;br /&gt;Não conseguia entender, não era ela, a silhueta também não era a sua, a imagem não era nem a sua e nem da Monga. Permaneceu confusa por um instante, tão confusa que nem atentou para o cessar dos ruídos do desconhecido.&lt;br /&gt;Saiu do teatro atônita, caminhou até o primeiro banco que avistara e decidiu sentar-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-2410008839348351297?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/2410008839348351297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=2410008839348351297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/2410008839348351297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/2410008839348351297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/12/primeira-passagem-entre-sis-e-ris.html' title='Primeira passagem entre Ísis e Íris (acredito que seja aproximadamente o quarto capítulo!) - por Cecília Barriga.'/><author><name>Cecigarre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10212134340590095469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_i75iam54t60/SKX8hfBWCGI/AAAAAAAAAA8/dGBp075panM/S220/sexta+feira13+071.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-6578898822956086879</id><published>2008-11-24T11:16:00.000-02:00</published><updated>2008-11-24T11:19:58.772-02:00</updated><title type='text'>Aniversário de Íris</title><content type='html'>Na noite anterior Íris não escrevera em seu diário. Perdido... como era possível? Logo ela que sempre teve tanto cuidado com aquele caderninho! E se alguém o encontrasse? Meu Deus! Tudo aquilo sob os olhos de um perfeito estranho! Ou pior, e se por uma dessas coincidências do destino quem o achasse fosse logo algum conhecido? Não! Era demais! Não conseguia nem imaginar! Fosse quem fosse que encontrasse o precioso diário, saberia de tudo! Mas tudo o quê? De fato, Íris não tinha grandes segredos, não tinha nada a esconder... mas, mesmo assim seria estranho, quem lesse aquelas páginas leria todos os seus pensamentos, seus sentimentos, suas impressões. Seria como se lessem a própria garota, inteirinha... Que estranho!&lt;br /&gt;            Todos esses pensamentos correram sua mente realmente rápido. Segundos, talvez no máximo 1 minuto e olhe lá! Por algum motivo o medo de ser “lida” não era a maior preocupação de Íris, ela se sentia sim desconfortável com a idéia, mas o que realmente a chateava em toda aquela história era não poder escrever em seu diário naquele exato momento tudo o que tinha vivido no dia anterior. Íris temia que sua memória não fosse suficientemente confiável para guardar todas aquelas lembranças. Sim, porque sem dúvida alguma, a memória humana não era nada confiável mesmo. Do contrário, porque o homem teria inventado de escrever as coisas? Ela tinha medo de perder a menor informação que fosse daquele dia maravilhoso. O carrossel, a roda-gigante, a montanha-russa... ah, a montanha-russa, montanha-mágica!&lt;br /&gt;            Porque foi perder o bendito diário?! Agora, a cada instante que passava, corria o risco de esquecer mais e mais detalhes preciosos... mas não podia deixar isso acontecer. Como se arriscar a perder um dos melhores e também mais confusos e extraordinários dias de sua vida?! Tinha que manter tudo vivo. E se havia uma boa maneira de se fazer isso, seria voltando ao parque. Se recordar é viver, então o contrário também valeria com certeza. Tinha que voltar lá, para viver tudo outra vez, olhando para os brinquedos tornar claros cada detalhe do que já tinha se passado, reviver, mais ainda, viver coisas novas, quem sabe até encontrava seu diário?! Seria ótimo! E era exatamente isso que ela faria.&lt;br /&gt;            - Assim que a aula acabar! – pensou em voz alta.&lt;br /&gt;            - Sim, minha filha – sua mãe entrava na cozinha – volte para casa assim que sua aula acabar, tentarei estar aqui o quanto antes para comemorarmos todos juntos o seu aniversário.&lt;br /&gt;            - Ah, sim, mamãe – disse Íris pega de surpresa. Estava tão absorta em seus pensamentos que sequer percebera sua mãe chegando.&lt;br /&gt;            - Bom dia, meu anjo. Feliz aniversário! Nossa, 14 aninhos, hein?! Como passa rápido!&lt;br /&gt;            - Bom dia pai... é 14 anos... – respondeu Íris não tão animada com a idéia.&lt;br /&gt;            - Guima, não se esqueça de comprar o bolo para mais tarde. Não terei tempo de fazer um, mas não vamos deixar de ter um bolo bem bonito para cantar os parabéns para nossa filhinha, né? – diz Mariana.&lt;br /&gt;            - Claro, querida! Não vou esquecer.&lt;br /&gt;            - Já vou, ou chegarei atrasada. Tenha um bom dia na escola Íris, nos vemos mais tarde. Prometo estar aqui, OK, meu bem?&lt;br /&gt;            - OK, mãe.&lt;br /&gt;            Íris sabia que a mãe se esforçaria para estar em casa mais cedo, mas provavelmente não conseguiria, como em todos os anos. Fazer o que? As coisas são assim mesmo, ela pensava, os aniversários são assim mesmo nessa família, muito esforço, mas nunca dava pra ficarem todos juntos. Além disso, como Mariana certamente não conseguiria chegar mais cedo em casa, não seria um grande problema se Íris se atrasasse um pouco, assim poderia passar no parque no caminho de volta.&lt;br /&gt;            Durante as aulas, Íris só conseguia pensar no parque. Até tentou fazer alguns desenhos em seu caderno. Esboçou os cavalos do carrossel, os brinquedos-prêmio do tiro-ao-alvo, as cores, as formas, e claro, as montanhas-russas. Grandes, lindas, lado-a-lado. Montanhas-mágicas! Quem deu aquele nome ao parque sabia o que estava fazendo!&lt;br /&gt;            A manhã inteira foi uma sucessão de “Parabéns”, “Felicidades” e “Feliz-Aniversários”. A todos os colegas e professores Íris respondia com um educado sorriso:&lt;br /&gt;            - Obrigada.&lt;br /&gt;            Mas pouco lhe interessava os cumprimentos. Mal podia esperar pelo toque do sinal ao final das aulas. Parecia que o tempo passava mais devagar, só para lhe pregar uma peça. Horas, minutos, segundos... e finalmente ele tocou!&lt;br /&gt;            - Tchau, professora, tenho que correr!&lt;br /&gt;            Correr, não era comum ver a garota fazer isso. A pressa com certeza era um defeito, ela sempre dizia. Mas hoje ela tinha esse defeito. Nunca teve tanta pressa na vida! Não, ela não era mesmo de correr, mas mesmo assim o fez, só parando às portas do parque. Respirou fundo. Mais uma tarde no querido parque, aquelas horas seriam seu presente para si mesma.&lt;br /&gt;            Estava determinada a dar a devida atenção a cada detalhe. E assim, adentrou o parque. Olhou a poeira vermelha que subia do chão de terra batida a cada passo seu. Sentiu aquele festival de aromas tão deliciosos, tão doces! As cores, os sons... cada riso lhe parecia uma sinfonia única e contagiante! E assim, sorrindo de orelha a orelha, caminhou em direção ao que mais lhe encantara em todo aquele mundo, as montanhas-russas... montanhas-mágicas!&lt;br /&gt;            Parada diante delas, a menina decidiu:&lt;br /&gt;            - Já que ontem fui na da direita, hoje vou na da esquerda.&lt;br /&gt;            Caminhou em direção ao brinquedo ansiosa. Tudo o que enxergava era aquela enorme estrutura e seus carrinhos. Estava tão focada que sequer percebeu a coisa coberta de terra que estava em seu caminho. E com a cabeça nas nuvens, tropeçou na tal coisa.&lt;br /&gt;            - Ai! – gemeu a menina enquanto caía. – quem largou isso no meio do caminho?!&lt;br /&gt;            Levantou-se, bateu a poeira da roupa, abaixou-se, pegou a tal coisa, o que seria?&lt;br /&gt;            - Uma pasta? Nossa! Quanto papel!&lt;br /&gt;            Ela olhava atônita aquela quantidade de recortes de jornal... de quem seriam? E pra que aquilo tudo? Sentou-se para examinar com mais calma. Todos os recortes cheios de pontos e traços. Às vezes formavam desenhos, alguns continham anotações feitas a caneta, mas nada parecia fazer muito sentido... riscos e pontos... quantos pontos! Quanta coisa! Não sabia quem era o dono daquela pasta, mas ele com certeza teve muito trabalho pra fazer aquilo tudo.&lt;br /&gt;            Íris olhou o relógio no centro do parque. Já era meio tarde. Nem percebeu que ficara ali tanto tempo. Sua mãe provavelmente não teria chegado em casa ainda, mas achou melhor voltar logo, não queria deixar seu pai preocupado. Resolveu examinar a pasta mais tarde em casa, com calma.&lt;br /&gt;            Ao entrar em casa, encontrou, impressionada, o pai e a mãe esperando-a com o bolo nas mãos.&lt;br /&gt;            - Viu, minha filha, consegui chegar bem mais cedo hoje. Contei às minhas colegas de trabalho que hoje era seu aniversário e uma delas aceitou trocar de plantão comigo, vou cobrir o horário dela um outro dia. – dizia Mariana sorrindo.&lt;br /&gt;            - Vamos, deixe esse material aí no sofá mesmo. Você anda carregando muita coisa para a escola, deve estar cansada. – Guima falava enquanto pegava a pasta e a mochila da filha.&lt;br /&gt;            Íris estava muito feliz, não é que a mãe havia conseguido mesmo?! Ela sabia que Mariana queria passar mais tempo com ela, mas era sempre tão complicado! Parecia até que o tempo corria mais rápido para a mãe.&lt;br /&gt;            - Bom, então vamos logo aos parabéns, o Guima já vai ter que comer correndo para não chegar atrasado ao trabalho – dizia Íris animada, mas ainda temerosa de perder os preciosos minutos junto aos seus pais.&lt;br /&gt;            - Que exagero, querida. Não tenho pressa. Ainda temos muito tempo, você demorou um pouquinho a mais na escola, mas ainda está cedo. Além disso, se precisasse me atrasar um pouco para curtir mais esse dia com você, me atrasaria.&lt;br /&gt;            Íris estava confusa. Olhou para o relógio da sala, 14h?! Como seria possível, passara muitas horas no parque, mais até do que pretendia. Sabia que tinha se distraído muito por lá e perdido a hora. Lembrava de ter olhado no relógio do parque. O que aconteceu?&lt;br /&gt;            Não conseguia entender, mas estava feliz, muito feliz! A tarde ao lado dos pais foi o melhor presente que recebeu naquele aniversário. Muito melhor que o vestido que ganhara da mãe, ou ainda que a “meia-coleção” de livros da Cecília Meireles que Guimarães lhe deu.&lt;br /&gt;            - Não deu pra comprar a coleção toda, mas já é um começo, não? Aos poucos vamos completando.&lt;br /&gt;            - Obrigada papai, muito legal mesmo!&lt;br /&gt;            À noite, Íris foi se deitar desejando mais que nunca que aquele dia jamais terminasse. Queria tanto escrever sobre ele em seu diário! Pena não estar com ele naquele momento. Mas, que história é essa de que para escrever tem que ser em diário? Pegou um caderno antigo, ainda tinha algumas folhas livres, se queria escrever sobre seu dia, era isso que ela faria, com ou sem diário.&lt;br /&gt;            Ela escreveu e escreveu e escreveu... e quando achou que já tinha escrito muito, percebeu que muito não era ainda suficiente, e escreveu mais ainda.&lt;br /&gt;            Que dia! E que presentes! Vestido, bolo, livros, o pai, a mãe, o tempo... até o tempo ela ganhou! E a pasta... a pasta misteriosa! Mais um presente que o parque lhe dera.&lt;br /&gt;            Quanta curiosidade! Tantas perguntas sobre aquela pasta passavam por sua cabeça. Era claro que não era hora de dormir. Não, era hora de explorar a tal pasta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-6578898822956086879?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/6578898822956086879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=6578898822956086879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6578898822956086879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6578898822956086879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/11/aniversrio-de-ris.html' title='Aniversário de Íris'/><author><name>Mundo em imagens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667063234126566739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-6769971335833972438</id><published>2008-11-17T11:47:00.001-02:00</published><updated>2008-11-17T11:52:31.606-02:00</updated><title type='text'>Demócrito cozinha para Ísis</title><content type='html'>Sei que está um tanto quanto tarde para postar, mas vou levar o texto impresso.&lt;br /&gt;Um abraço,&lt;br /&gt;Dani&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demócrito convidou Isis para a sua cozinha com azulejos encantadores exalando especiarias. Em poucos instantes outros aromas contaminariam o ambiente, o esperado é o perfume de mais um dos quitutes do jovem cozinheiro. Mas o pior pode acontecer e o cheiro de queimado pode impregnar as quinas da cozinha e estragar os sabores da comida cuidadosamente elaborada pelas mãos habilidosas do menino.&lt;br /&gt;_Ontem foi tão esquisito, entrei naquele parque, me perdi.&lt;br /&gt;_Você é muito desatenta.&lt;br /&gt;_Ô Dedé, fala assim não. Me perdi mesmo, pensei que tivesse passado horas lá, voltei para casa correndo e só tinha ficado lá por uma hora!&lt;br /&gt;_Ah, Isis, nem sei porque você usa relógio, sempre chega atrasada, você não tem muita noção de tempo. Me pergunto se você consulta seu relógio de vez em quando. Lembro daquela vez que chegou 30 minutos atrasada para o filme, depois fica chateada porque não guardo mais lugar para você no cinema. Quase levei uma bronca de um cara gigantesco e se não fosse...&lt;br /&gt;_Tá, eu sou enrola e você fala demais. Vamos mudar de assunto se não acabo me irritando.&lt;br /&gt;_Acho melhor mesmo, ia ser péssimo brigar com você.&lt;br /&gt;Os dois ficaram em silêncio, Demócrito se concentrou e pouco tempo depois pede à amiga:&lt;br /&gt;_Isis, pega para mim dois ovos na geladeira e a manteiga, por favor.&lt;br /&gt;_Claro, chefe. Mas que você vai fazer?&lt;br /&gt;_ O prato principal vai ser uma quiche de berinjela e para sobremesa farei um  petit-gâteau de doce de leite.&lt;br /&gt;_Uau, parece bom só pelo nome, mas eu nunca comi.&lt;br /&gt;_A quiche é uma torta salgada e o petit-gâteau é tipo um bolinho, você vai ver. Eu achei essas receitas na internet, parece uma boa receita, apesar...&lt;br /&gt;Antes que o amigo completasse, a menina interrompeu:&lt;br /&gt;_Receita?! Justo você.&lt;br /&gt;Isis ,com um biquinho e tom melodioso, faz uma fala engraçada para caçoar o amigo:&lt;br /&gt;_ Ó, eu não uso receitas, elas limitam o meu talento. Cada prato é um prato. Ò Isis, fiz sem receita nenhuma.&lt;br /&gt;Pausadamente e com muita calma o amigo responde:&lt;br /&gt;_ Zi, peguei essas receitas apenas como inspiração, a receita de petit-gâteau que eu achei era de chocolate e a de quiche era de presunto italiano com um queijo importado aí. Então, eu olhei para a minha geladeira e vi berinjelas e doce de leite, achei que fosse dar certo.&lt;br /&gt;_Você sempre tem um jeito de estar certo, que coisa chata.&lt;br /&gt;Além daquelas pintinhas lindas e charmosas, Demócrito estava sempre certo, sempre tinha algo a ensinar para ela. Era um pouco confuso como se sentia, gostava muito dele, não tinha certeza se era amor-amor, também quem saberia dizer como era sentir isso? Nem Sofia sabia muito bem explicar sem tropeçar em algum pensamento.&lt;br /&gt;Demócrito pegou uma cebola e a descascou cuidadosamente, com atenção para não deixar nenhum pedaço grudado à fina pele. Isis observou, incrédula. Com aquele silêncio e o olhar atento da menina voltado para ele, deixou o pensamento fugir pela boca:&lt;br /&gt;_Adoro as cebolas, não sei nem explicar direito. Deve ser porque ela tem várias camadas, mas apenas camadas. Até me vejo um pouco assim, sou tantas pessoas diferentes. Sou o Demócrito da escola, de casa, do clube de literatura, amigo da Isis, cozinheiro amador, sou tantos que às vezes me pergunto: quem é o Demócrito de fato?&lt;br /&gt;Isis ficou em silêncio, achou um tanto confuso, mesmo assim pensou ter entendido.&lt;br /&gt;_Ah sim, me lembrei, como tá lá o clube de literatura, você bem disse que ia entrar?&lt;br /&gt;_Então, me inscrevi tem três semanas, estou gostando, começamos por Brás Cubas, sempre tive vontade de ler.&lt;br /&gt;_E o que você achou da sua turma?&lt;br /&gt;_Bem, gostei bastante do professor, a turma não é muito grande, no total somos oito. Uns falam muito, outros ainda não falaram nada.&lt;br /&gt;_E você já falou um bocado, hein?&lt;br /&gt;_É... Minha língua coça, só pode.&lt;br /&gt;Delicadamente Demócrito fatiou as cebolas e separou as camadas, ficando vários anéis fininhos. Juntou a manteiga numa panela com um fio de azeite e as dourou em fogo ameno. Aqueles anéis foram ficando translúcidos, quase invisíveis e ainda mais finos. Quando as bordas já começaram a dourar, acrescentou a berinjela cortada em finas rodelas para combinar com as cebolas. No fim uma dose de sal e pimenta, para aromatizar ainda mais: folhas de manjerona. Isis gostava de olhar aquela dança de temperos e legumes na panela, era uma composição tão bonita, ainda mais depois dos grãos de pimenta que completaram aquele quadro.&lt;br /&gt;_Adoro o cheiro da pimenta.&lt;br /&gt;_Que olfato! Conseguiu sentir daí?&lt;br /&gt;_É, não sei bem se senti ou imaginei. Isis olhou tanto para os grãozinhos pimenta que já nem sabia se era imaginação ou não. Tudo à volta naquela casa faziam com que Zí se perdesse em sua própria cabeça.&lt;br /&gt;Os pais de Demócrito viajavam com freqüência, solitário naquele apartamento, convidava sempre que podia Isis para as suas aventuras gastronômicas. A menina se maravilhava com a casa do amigo, um colorido de objetos e peças de todas as partes do mundo. Como podia num mundo só ter tanta coisa diversa? Em pensar tantas estrelas no céu, eram tantos sóis diferentes possíveis. Quantos planetas mais poderiam ser? Quantos mais com vidas tão distintas?&lt;br /&gt;_Para onde seus pais foram?&lt;br /&gt;_Honduras. E dessa vez não ficam mais que duas semanas. Você iria gostar da bandeira de Honduras...&lt;br /&gt;_Por quê?&lt;br /&gt;_São três faixas, duas azuis e uma branca no meio, com cinco estrelas. Você com essas manias de horóscopo, certamente gostaria.&lt;br /&gt;_Você nunca leva a sério o meu interesse em Astrologia.&lt;br /&gt;_Ah, assim, eu te respeito, mas não faz sentido para mim, desculpa se te magoei.&lt;br /&gt;_Tudo bem...&lt;br /&gt;Novamente Demócrito voltava com esses comentários, Isis sabia que não era proposital, mas sempre ficava um pouco chateada. Mesmo assim, ele apoiava muito a sua busca por mensagens, nem seus pais muita importância. Dedé sempre a ajudava investigar esses pormenores que apenas ela via nos jornais. Quando se magoava com ele, olhava para o seu rosto sardento e logo vinha um sorriso amigo para anima-la. Para que ficar chateada? Aí logo passava. Dessa vez se atentou ainda mais no menino e percebeu algo jamais notado. Puxa, como aquelas pintas podiam sempre trazer coisas novas! Neste momento e neste único momento notou algo inédito em seu rosto. Dentro daquele mar de pontos, tinha uma ilhazinha sem nada. Era muito delicado, deslumbrada com a descoberta, Isis aproximou-se do rosto de Demócrito, que a olhou sem entender nada. Com gestos vagarosos, a menina tocou com os dedos o local imaculado, desprovido de pontos. Preferia os locais poluídos pelas pintas, mas aquela região nunca descoberta exercia fascínio. Logo após o gesto impulsivo, um constrangimento abalou ambos, a menina se afastou. Os olhos se cruzaram embaraçados e cada um buscou um ponto para se refugiar. Dedé se ateve à quiche e Isis, aos grãos de pimentas em cima da mesa.&lt;br /&gt;_Hum... Vi uma coisa curiosa no seu rosto, Dedé. Disse a garota com cautela, mas o cozinheiro permaneceu em silêncio e ela continuou:&lt;br /&gt;_Eu sempre vi mensagens nos jornais, mas acho que vi uma mensagem no seu rosto. Vi uma ilha nesse mar de pontos. E isso quer dizer que devo voltar ao parque. Lá de certa forma também é uma ilha, não se parece com nada que tem em sua volta. E o que eu senti lá. Um conforto, uma fuga para tudo isso a minha volta, tudo tão cansativo.&lt;br /&gt;Isis na expectativa de uma resposta procurou o olhar do amigo. Dedé terminou de montar a quiche, colocou no forno e retribuiu:&lt;br /&gt;_Zi, quero conhecer esse parque com você? Tá livre amanhã?&lt;br /&gt;A garota sorriu e os dois prosseguiram com farinha de trigo, manteiga, ovos, doce de leite e perfumes maravilhosos na cozinha de azulejos que desfocam o olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-6769971335833972438?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/6769971335833972438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=6769971335833972438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6769971335833972438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6769971335833972438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/11/demcrito-cozinha-para-sis.html' title='Demócrito cozinha para Ísis'/><author><name>Dani Marinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_9VTgx4Gfpg4/Srf86wIZU9I/AAAAAAAABzw/3a2_9h3dN-Y/S220/1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-321312504089670807</id><published>2008-11-09T23:13:00.000-02:00</published><updated>2008-11-09T23:14:00.328-02:00</updated><title type='text'>Início do livro (Ísis)</title><content type='html'>Sete horas da manhã. O pai senta-se à mesa por último. Mãe e filhos, já em meio ao espartano desjejum de mingau de aveia, café preto e pão integral, fazem uma pequena pausa e observam o rígido coronel Ventura destrinchar o jornal, em busca do caderno com as notícias sobre política. Em seguida, como faz em todas as manhãs, passa o restante do diário à dedicada esposa, Camile, que saca o encarte com as ofertas de horti-fruti-granjeiros, repassando os outros cadernos para o filho Gustavo, que retira para si o caderno de esportes. O restante do jornal é entregue às ansiosas mãos de Ísis, que o folheia rapidamente, em busca da parte de entretenimento, com as palavras cruzadas e, principalmente, com os joguinhos de ligar pontos, sua incontrolável mania.&lt;br /&gt;Eles praticamente não se falam. Não é que a família Ventura esteja brigada ou que tenha feito votos de silêncio, mas a disciplina militar difundida naquele lar organizado, proporcionou tal interação entre seus integrantes que dispensa o “frenético tagarelar do dia-a-dia”. A única que ainda carece de correção é Ísis, que, vez ou outra, teima em compartilhar suas meninices.&lt;br /&gt;- Hoje de novo! – A garota crava a caneta no pão sobre a mesa e permanece estática, encarando uma reportagem no caderno de turismo. Ninguém repara. Ou, pelo menos, não deixam transparecer interesse pelo arroubo repentino da filha caçula. Como tem acontecido de um ano pra cá, ela já não se contenta em formar os desenhos a partir dos pontos. Desenvolveu um método peculiar de interpretar mensagens escondidas nas matérias, que, segundo Ísis, são destinadas a ela em forma de código, a partir dos pontos contidos nos textos.&lt;br /&gt;- Por favor, Zi, termine seu café. – Limita-se a dizer dona Camile, psicóloga de formação, que não vê no devaneio da filha de treze anos, onze meses e imaginação muito fértil; algo de mais sério, a não ser a manifestação dos anseios e frustrações adolescentes.&lt;br /&gt;- Mas, é muito claro que alguma coisa vai acontecer, mãe! Na matéria sobre viagens de inverno, deu uma estrela de cinco pontas e a mensagem: “Vá para as montanhas”.&lt;br /&gt;O coronel pigarreou, enquanto se levantava. Era sinal de que não aprovava a conversa. Olhou para Camile com aquele olhar de “a filha é sua”, e deixou a mesa. A mãe terminou o café em seguida e disse, enquanto recolhia a louça:&lt;br /&gt;- Você irritou seu pai novamente, filha. Se apresse para não perder o ônibus da escola.&lt;br /&gt;– Tudo bem, mãe. Falta só a página policial. É a pior!&lt;br /&gt;– Você não tem jeito Zi... Suspirou a mãe, caminhando em direção à cozinha.&lt;br /&gt;- Caraca, guria! Essa tua paranóia tá piorando... – Provocou Gustavo, ao mesmo tempo em que saía segurando o último pedaço de pão com a caneta da irmã espetada. Ele também não tinha muita paciência com as histórias dela, mas, “levava de boa”, como costumava dizer.&lt;br /&gt;Ísis não se abate com a incompreensão familiar, apenas recorta cuidadosamente a mensagem e arquiva para análises posteriores. Seu método de decodificação era complexo demais e exigia muita atenção, de forma que ela sempre carrega sua pasta de mensagens, para trabalhar nos intervalos entre as aulas.&lt;br /&gt;As duas primeiras aulas passam voando. Mal tocara o sinal da entrada, já batera o do intervalo. Isso, na percepção de Zi, que, com tantas coisas na cabeça, realmente não via o tempo passar. Talvez porque nada na aula a interessasse. Embora gostasse de estudar, não se sentia estimulada naquela medíocre “fábrica de robôs”, sua classe de oitava série, recheada de meninos e meninas “acéfalos”, ou seja, quase todos os colegas. Apenas Demócrito a compreendia. Mas um menino ruivo, com a pele tão sardenta que mais parecia um leopardo de uniforme, e ainda com um nome daquele, não era parâmetro de normalidade e nem de aceitação por parte da galera.&lt;br /&gt;- E aê, Zi, qual é a de hoje? – Pergunta Demócrito, depois que os dois sentaram na grama atrás do pátio da escola.&lt;br /&gt;- Montanhas, Dedé. Eles querem me ver nas montanhas.&lt;br /&gt;- Você vai?&lt;br /&gt;- Está tudo conforme os planos. Saio no dia do meu aniversário.&lt;br /&gt;- Mas o seu aniversário é mês que vem Zi! A mensagem marcava o dia?&lt;br /&gt;- Ainda não tenho certeza...&lt;br /&gt;- E como você vai saber onde? Tem montanhas pra tudo que é lado!&lt;br /&gt;- Ainda tenho tempo pra descobrir.&lt;br /&gt;- Seu pai não vai deixar você ir. Como vai fazer?&lt;br /&gt;- Eu vou dar um jeito.&lt;br /&gt;- Cuidado Zi, qualquer coisa dá um toque.&lt;br /&gt;O sinal bate novamente, hora de voltar para a sala. Mais uma vez Ísis não percebe o tempo passar, só consegue pensar nas montanhas e, Demócrito estava certo. Como saber onde? Seu coração acelerava cada vez mais com a idéia de finalmente poder se encontrar com eles. Após tanto tempo de mensagens escondidas, agora era a hora da verdade. Estaria pronta?- Ísis! - Chamou uma voz na porta da sala.&lt;br /&gt;- Eu! - Disse a menina acordando do devaneio.&lt;br /&gt;- Posso conversar com você na minha sala?&lt;br /&gt;Era a coordenadora. O que será que ela queria dessa vez? Ísis vez por outra era chamada na sala de Sofia, uma senhora que conservava a beleza na idade e que era muito inteligente. Ísis não era má aluna, não tinha o que temer, mas o olhar de Sofia parecia que entrava na alma dela e lia todos os seus sonhos, medos e desejos. Isso dava medo.&lt;br /&gt;- Claro... - respondeu trêmula.&lt;br /&gt;As duas caminharam para a sala de Sofia em silêncio. Ísis estala os dedos freneticamente enquanto, em vão, tenta fingir não estar nervosa.&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa? - Perguntou Ísis tão logo pisaram na sala.&lt;br /&gt;Sofia sorri e aponta para a cadeira, convidando Ísis a sentar-se. A menina evita o contato visual, fingindo estar interessada na decoração da sala. Sofia a observa por alguns instantes e cruza os braços em cima da mesa.&lt;br /&gt;- Me diga você. Aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;Ísis não levanta a cabeça. Apenas diz um singelo "não". Sofia tira os óculos e apóia-se nos cotovelos.&lt;br /&gt;- Ei... olha pra mim!.. Isso! Tenho ouvido alguns comentários dos professores de que você anda muito distraída. No que anda pensando?&lt;br /&gt;- Em nada. - disse sem pensar.&lt;br /&gt;- Hum... um garoto talvez?&lt;br /&gt;Ísis gela. Será que ela sabia do Demócrito? Não era possível! Ela escondia aquilo com todas as suas forças. Será que mesmo assim ela percebeu? Abaixa a cabeça e aperta os olhos, como se assim fizesse os olhos da coordenadora esbarrarem em suas pálpebras.&lt;br /&gt;- Não! - disse em tom de deboche. - nada de garotos, tenho mais o que fazer!Sofia acha engraçado, aconselha a menina, como qualquer coordenadora faria, e acrescenta:&lt;br /&gt;- Se quiser conversar não hesite em vir até aqui está bem? Vou adorar saber o nome dele...&lt;br /&gt;Ísis sorri, se despede e volta correndo para sala. Já estava quase na hora do momento de apreciação musical. O diretor da escola acreditava que momentos de música eram fundamentais para o desenvolvimento dos alunos e dona Sofia se encarregava de rechear alguns dias de música clássica, outros de música brasileira e ainda as sextas-feiras do hino nacional.&lt;br /&gt;A escola ficava encantada, todos dedicavam aqueles cinco minutos apenas para a música. As caixas de um som velho, porém potente, ficavam voltadas para o pátio da escola sempre após o intervalo e, assim, a música ressoava pelos cantos silenciosos ou cheios de barulhos incômodos. Tudo virava uma coisa só unida pela melodia que banhava as salas. Este era o momento clímax das manhãs de Ísis, momento no qual ela tirava as melhores conclusões de suas pistas achadas nos mais diversos lugares, era o momento de reflexão e de descoberta dos códigos.&lt;br /&gt;Naquela segunda-feira, os violinos trouxeram alguma coisa de maturidade, que colaborou para que Ísis acreditasse um pouco mais na sabedoria que ela traz.Ísis gostou um pouco mais de Sofia. Por algum motivo passou a confiar nela um bocadinho a mais. Uma paz lhe invadiu a mente quando entendeu que não tinha enganado a coordenadora. Entendeu que, apesar do medo de ter sua paixão secreta revelada, a distração não era culpa de garotos. E Sofia sabia disso, mas, mesmo assim, respeitou seu espaço e deixou a porta aberta para uma futura amizade. Ter uma amiga adulta até que podia ser uma boa, ela precisaria de toda a ajuda necessária. Ainda mais se essa amiga fosse a coordenadora da escola! Bom, ainda tinha um mês para definir se ela era ou não digna de confiança. Afinal, se seus planos caíssem em mãos erradas poderiam causar grandes estragos...O sinal tocou novamente indicando o final da aula e Ísis saiu apressada para não perder o ônibus. No entanto, na porta da escola tem uma idéia:&lt;br /&gt;- Dedé, fala para o motorista que eu passei mal e que meu pai veio me buscar tá?- Para onde você vai?&lt;br /&gt;- Vou a pé, preciso pensar em algumas coisas e com o Gustavo em casa não dá.- Mas e o seu pai?&lt;br /&gt;- Hoje ele não vai em casa almoçar e minha mãe já deve ter saído para fazer compras. O que me dá em torno de uma hora. Daí é só chegar, jogar a comida pela janela e pronto! Ela nem vai desconfiar!&lt;br /&gt;- Pela janela? Bom, que seja. Toma cuidado viu? Qualquer coisa me liga!&lt;br /&gt;- Pode deixar!&lt;br /&gt;Ísis sai correndo pelo outro portão enquanto Demócrito dá o recado ao motorista. Talvez por isso Ísis gostasse tanto de Demócrito, ele estava sempre acobertando suas idéias e travessuras. Por algum motivo nunca se envolvia, mas sempre a apoiava. Sem falar daquelas sardas no rosto dele. Poderia existir algo mais fascinante? Quantas figuras podia formar com todos aqueles pontinhos que se apertavam em suas rosadas bochechas!&lt;br /&gt;Ísis vai assim caminhando de uniforme azul e mochila nas costas, ora pensando em Demócrito, ora na coordenadora, ora nas montanhas... e a verdade é que não conseguia se concentrar em nada. Deveria descobrir onde, exatamente, seria o encontro. Quanto mais rápido melhor seria para planejar como chegaria lá. Gostava da idéia de pedir ajuda a Sofia. Será que ela entenderia? Mas mesmo assim, o que diria aos pais? Afinal não gostava de mentir, isso sempre dava errado... como fazer então?&lt;br /&gt;- Ei moça! - chamou uma voz atrás dela.&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;- Você sabe onde fica a montanha russa?&lt;br /&gt;- Onde fica o quê? - Os olhos de Ísis brilharam.&lt;br /&gt;- A montanha russa!&lt;br /&gt;Eureka! Como ela não tinha percebido isso antes? Estava tão óbvio! A estrela de cinco pontas estava de cabeça para baixo! Montanha + ponta cabeça = montanha russa! E ela vira naquela mesma manhã a propaganda do parque.&lt;br /&gt;Ísis pensa em correr, mas parece que só de pensar já chegou. Entre aquele fechar e abrir de olhos de uma piscada, ela pára de pensar.&lt;br /&gt;- Uau! - disseram ao mesmo tempo ela e aquele menino sem nome.&lt;br /&gt;Na entrada lia-se "Montanhas Mágicas" em letras coloridas. Exatamente o que ela precisava! Admirou aquele lindo portal, que mais parecia o limite para uma outra dimensão.&lt;br /&gt;Como que entrando em casa de desconhecido, retirou o pequeno chapéu branco de florzinhas azuis e esteve ali por alguns instantes. Olhou em volta e nem reparou que o menino já tinha sumido.&lt;br /&gt;Ísis mal podia se mexer de tão emocionada. Seu coração de menina batia tão rápido, que parecia ter se cansado de morar apertadinho, queria saltar para fora e... Ela pára de repente.- Duas montanhas russas... - pensa em quase voz alta, de frente àquele monumento.- Duas montanhas russas... - repete baixinho.&lt;br /&gt;O interessante é que ela já vira montanhas russas maiores e mais sofisticadas, mas aquelas duas causavam um quê de paixão, de proibido e até de mágico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-321312504089670807?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/321312504089670807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=321312504089670807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/321312504089670807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/321312504089670807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/11/incio-do-livro-sis.html' title='Início do livro (Ísis)'/><author><name>Naiara Morena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05240531959072857892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/__bh5URiELT4/SK_2ukechrI/AAAAAAAAAAM/xRV9aeT9NtY/S220/HPIM3615.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-5581798409455873378</id><published>2008-11-08T13:23:00.002-02:00</published><updated>2008-11-08T13:40:59.328-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 7: Inicialmente idealizado pela Nathália e reconfigurado por Cecília Barriga.</title><content type='html'>- Está tarde! Pensou Ísis ainda encantada com o ‘Montanhas Mágicas’. Os olhos da menina brilhavam refletindo todos aqueles vaga-lumes gigantes, girantes ao seu redor.&lt;br /&gt;         As luzes do parque refletiam magia e a menina se deixou encantar.&lt;br /&gt;            Ísis tinha também ali se reencontrado! O parque a fez aproximar-se de si mesma, imersa em luzes, cheiros, gargalhadas, cores e... Ali queria permanecer num não cessar até que todos os sinais viessem às suas mãos, mas ainda lhe faltava um mês e a busca deveria ser sua.&lt;br /&gt;            - Não devia ter demorado tanto! Pensava já aflita ao caminhar em direção à rua que lhe fizera entrar no parque.&lt;br /&gt;            Passo dado pela menina era logo repetido por ele. Se Ísis se virava para ver o relógio ou amarrar o casaco na cintura, ele logo a imitava. E assim iam os dois... Ísis preocupada nem o havia percebido, mas ele não desistiu e continuou a dançar com os passos apressados da menina.&lt;br /&gt;            Os dois passaram pelo carrossel até chegarem à primeira montanha-russa. Foi então que Ísis ao lembrar mais uma vez o que lhe dizia o jornal naquela manhã, mesmo correndo, decidiu parar. Logo, passo cessado pela menina e passo quase imitado pelo palhaço, resultou-se num tombo bem dado!&lt;br /&gt;            Ísis se assustou com aquela confusão, mas ao ver aquele velho palhaço caído ao seu lado, não conseguiu tirar-lhe os olhos... Aliás, achou a roupa do palhaço tão bonita, parecia com a camisa de seda que tinha dado ao pai em seu aniversário.&lt;br /&gt;            - Colorido a camisa do teu bonito! Quase sem fôlego exclamou a menina.&lt;br /&gt;            - Me parece que as palavras teimam em dar cambalhotas no céu da nossa boca! Respondeu o palhaço depois de também dar uma cambalhota antes de se levantar.&lt;br /&gt;            Ísis ao perceber o que tinha dito explicou, levantando-se, que estava nervosa, pois seu pai já deveria estar em casa a aguardando furioso.&lt;br /&gt;            Não houve tempo para que os dois se conhecessem, pois Ísis estava realmente aflita, se despediu e saiu correndo.&lt;br /&gt;            - Um mês que nada, agora só terei três semanas! Dessa vez não escapo de uma semana inteira de castigo! Refletiu Ísis ao chegar à porta de casa.&lt;br /&gt;            Mal tocara a campainha e a faxineira já abrira a porta. Ísis, ao entrar calada, decidiu muda ficar. Foi direto para o quarto. Bastante preocupada, mas ainda anestesiada por tudo o que lhe tinha ocorrido no ‘Montanhas Mágicas’, decidiu despejar todos os seus arquivos na cama e ligar o computador, para que estivesse ocupada com possíveis estudos. Talvez assim pudesse abrandar o castigo!&lt;br /&gt;            O primeiro vocábulo pesquisado é montanha, o segundo não seria outro além de mágica... A cada segundo, milhares de novos sentidos lhes eram dados. E no computador, todo aquele mágico cenário se recriou... outros cenários foram surgindo, outras personagens, cores... Ísis atentou-se, surpresa, para cada um deles, a cada segundo, a cada dado um novo sinal se fazia presente.&lt;br /&gt;            A menina, concentrada, entrou ainda mais no mundo que ela mesma criara. Que ela mesma se encontrara.&lt;br /&gt;- Abre logo a porta menina! Já preocupada a faxineira gritava.&lt;br /&gt;            Sem quase ouvir as batidas, também já sem se concentrar na pesquisa, Ísis retornou ao quarto, à escrivaninha, a todos os arquivos na cama, assim, à voz da faxineira.&lt;br /&gt;            - Mas menina, tua mãe está te esperando lá embaixo!&lt;br /&gt;            - Minha mãe lá embaixo? Pensou Ísis.&lt;br /&gt;A menina mesmo tentando se esquivar da bronca que com certeza levaria, não pôde deixar de abrir a porta. Saiu do apartamento. Desceu à garagem e lá encontrou Dona Camile cheia de sacolas.&lt;br /&gt;            - Me ajude aqui, Zi!&lt;br /&gt;            - Mas você demorou mãe!&lt;br /&gt;- Demorei? Você acha que é fácil escolher todas essas verduras, legumes, carnes, teus biscoitos e tudo da semana em uma única hora?&lt;br /&gt;            - Desculpe, juro que pensei que fosse mais tarde!&lt;br /&gt;            - Já comeu filhinha? A moça cuidou direitinho da casa?&lt;br /&gt;            - Não, nadinha!&lt;br /&gt;            - Como assim, o que ela fez? Minha Nossa Senhora!&lt;br /&gt;            - A mãe, a senhora já pensa o pior, além de fazer mil perguntas ao mesmo tempo. Disse que não quis comer nada! Tô sem fome.&lt;br /&gt;            - Mas você também acha que não devo me preocupar com isso? Suba logo que eu quero ver o seu prato vazio, limpo e enxuto na pia! Com certeza a senhorita ficou todo esse tempo no computador...&lt;br /&gt;            - Tá bom mãe! Tô cansada, bora subir!&lt;br /&gt;            - Ai se seu pai tivesse almoçado em casa!&lt;br /&gt;            As duas seguem ao elevador.Enquanto Dona Camile está preocupada com alguns itens que faltam comprar na farmácia e no açougue, Ísis já aliviada e sem compreender como poderia ter passado somente uma hora no parque, constata que terá que voltar lá com urgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Queridos escritores&lt;/strong&gt;: Pensei que aquela passagem onde Ísis pesquisa no google (a cada segundo mil coisas acontecem), que será idealizada pela Dani, poderia ser encaixada neste capítulo... vejam se realmente isto será possível. Isso é com a Dani, por isso não me atrevi a escrever muito... A gente define na segunda, qualquer coisa poderei reformulá-lo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-5581798409455873378?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/5581798409455873378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=5581798409455873378' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5581798409455873378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5581798409455873378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/11/captulo-7-inicialmente-idealizado-pela.html' title='Capítulo 7: Inicialmente idealizado pela Nathália e reconfigurado por Cecília Barriga.'/><author><name>Cecigarre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10212134340590095469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_i75iam54t60/SKX8hfBWCGI/AAAAAAAAAA8/dGBp075panM/S220/sexta+feira13+071.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-1755381655851672863</id><published>2008-11-07T10:52:00.003-02:00</published><updated>2008-11-07T10:57:38.206-02:00</updated><title type='text'>Cap 1 ( o da Iris, que na verdade é o dois).</title><content type='html'>&lt;a href="http://maisideiasunb.blogspot.com/2008/10/captulo-1.html"&gt;Capítulo 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colegas escritores,&lt;br /&gt;segue o capitulo 1 (que estava no novo blog) revisado segundo o debate da aula passada. Sugiro que ao ser postado no outro blog ele seja renumerado para cap2. (por Gláucio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete horas da manhã. Iris senta-se à mesa primeiro. Naquele último momento de calma, tem tempo para folhear o caderno cultural e deixar sobre a mesa o restante do diário para o seu pai, que confere a página de entretenimentos, da qual é o editor de plantão. Íris faz seu leite com chocolate e dá continuidade ao seu ritual de todas as manhãs. Enquanto termina o seu leite ouve a voz de sua mãe preocupada com o horário:&lt;br /&gt;- Meu Deus, já estou atrasada! – Mais uma vez o despertador não tocou, Dona Mariana levanta-se nervosa.&lt;br /&gt;- Bom dia meu anjo... – Beija a cabeça da filha única. Senta-se apresada para empurrar uma grande xícara de café forte e amargo, único item de seu desjejum antes de sua dupla jornada de empregos.&lt;br /&gt;– Oi mamãe. Dormiu bem? Cê ta bonita! Nós vamos ao cinema amanhã?&lt;br /&gt;- Oh, minha linda! A mamãe está com pouco tempo. Mas, a gente combina o cinema depois... – Levanta-se a mãe enquanto senta-se o pai. Os dois trocam um rápido selinho matinal, antes de dona Mariana bater em retirada.&lt;br /&gt;- Vê se dorme um pouco, Morcegão. – Recomenda mariana. – Você tem chegado muito tarde do jornal!&lt;br /&gt;- Vou só tomar o café com a minha gatinha, antes dela sair. Hoje eu não vou estar aqui quando ela voltar – responde Guimarães.&lt;br /&gt;- Bom dia princesa. Já leu o jornal todo? – Brinca Guimarães, com a mania de leitura da filha. – Eu ouvi você perguntando sobre o cinema pra mamãe. Se ela não puder ir, eu vou, tá bom?- Tudo bem, Guima. Já estou acostumada... – responde conformada. A condição de ser filha única agrava ainda mais a solidão de Íris, que se afunda cada vez mais nos livros em busca de companhia.Para passar o tempo Íris costuma invadir em segredo o computador do seu pai para mexer nos arquivos do trabalho. Gosta de ler o que ele escreve, às vezes se arrisca fazendo pequenas alterações. Sente-se tão mais próxima de seu pai nesses momentos, e igualmente próxima de sua profissão, que é sonho da menina.&lt;br /&gt;Íris anda muito atarefada ultimamente. Dentre outras atividades ela freqüenta o clube de literatura da escola. Ela gosta muito de estudar. Gosta de se manter ocupada, imersa nos livros, seus melhores e atualmente únicos amigos. Sonha em um dia ser escritora, talvez mesmo jornalista, como seu pai. Em suas noites em casa, passa as horas anteriores a ir para cama e cair no sono escrevendo em seu diário. Escrevia sobre tudo, escrevia sobre seu dia, mas também poesias, histórias criadas ao longo do dia e tudo o mais que vinha a sua cabeça. Também se arriscava a fazer desenhos, mas era bem crítica com relação a eles, gostaria de ter talento para eles e poder ilustrar suas próprias histórias, mas não conseguia ficar satisfeita com nenhum deles. O sentimento de satisfação sempre tomava conta de Íris quando terminava de escrever em seu diário, mas juntamente com ele vinha o tremendo medo, o pavor de que alguém algum dia encontrasse seus escritos. Não que ela tivesse o que esconder, mas por algum motivo que não entendia muito bem, talvez fosse só seu jeito tímido mesmo, o fato é que tinha uma enorme vergonha de que lessem ou vissem qualquer de suas obras, ao menos por enquanto.&lt;br /&gt;Íris está numa fase estranha de sua vida. Não se reconhece muito bem no espelho, parece que tudo mudou de uma hora para outra. Às vezes seus pais se preocupam com o fato de não trazer amigos da escola, não falar deles, nem ficar horas ao telefone como as demais garotas da sua idade. Era realmente muito estranho para eles, afinal, ela tinha tantas atividades... Mas preferiam dar espaço à menina, Essa era tímida, mas iria desabrochar na sua hora. Fora o corre-corre diário da mãe, a vida noturna do pai e as excentricidades da filha, os Guimarães são como qualquer família de classe média e se amam muito. Porém Íris... Íris tem alguma coisa. Já não consegue prestar atenção a boa parte das histórias de seu pai, falando daqueles “áureos tempos da juventude”, “o seu tempo de ativista político” e sente falta da mãe. Seus dias parecem estar se fechando num ciclo de rotina que não mais a comportava. Íris tem lá seus meios de calar toda essa estranheza que nasce dentro do seu corpo de treze anos, onze meses e imaginação realmente muito fértil.&lt;br /&gt;A escola anda meio chata ultimamente para Íris. Sua matéria preferida é História. Quantas vezes já foi à Idade da Pedra, chegou até os maiores confrontos da humanidade, viu os mais belos monumentos, para depois tornar a ver a si mesma, sentada na carteira, como sempre, na primeira fila. Sabe, essas viagens costumavam ir mais longe, parecia realmente que alguma coisa estava acontecendo. Hoje, as duas primeiras aulas quase não passaram. No recreio, aquele alívio, a sala se esvazia e ela é a última a sair. Desembrulha o lanche que já traz de casa, come-o quietinha, e vai ao encontro daquelas três meninas ali, com quem ela até conversa, mas não se abre. Está cada vez mais sozinha naquele mundo da escola. Na aula seguinte, enquanto fazia o exercício de Geometria, lembrou-se dos planetas, das galáxias, do sol, do zodíaco, e se deu conta que seu aniversário estava perto. Já ouvira falar em inferno astral, mas será mesmo? Não sabia o que tinha, mas sentia um vazio, não conseguia mais brincar com a antiga fluidez, previa totalmente seu dia e já se entediava antes de qualquer coisa: quando chegar em casa, vai tirar o uniforme, fará todas as lições, verá os jornais na TV, jantará alguma coisa sozinha e depois irá para a cama, tentando ficar acordada para receber o precioso beijo de boa noite da mãe, se ela não chegar muito tarde.&lt;br /&gt;Nesse ritmo, passou mais um dia de aula. Sabia que esperaria o ônibus, como sempre, naquela parada, como sempre, e que, no ônibus, estaria o mesmo motorista, como sempre. Íris, indo contra todo aquele “como sempre”, resolveu fazer algo diferente:&lt;br /&gt;- Hoje eu vou pra casa a pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-1755381655851672863?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/1755381655851672863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=1755381655851672863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1755381655851672863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1755381655851672863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/11/cap-1-o-da-iris-que-na-verdade-o-dois.html' title='Cap 1 ( o da Iris, que na verdade é o dois).'/><author><name>Gaitero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03001816715051091255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3eB6FPQNbM4/SLB5fSZPtFI/AAAAAAAAABU/32AiEEpUKdQ/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-7890760320106692096</id><published>2008-10-20T22:10:00.001-02:00</published><updated>2008-10-20T22:12:15.817-02:00</updated><title type='text'>Devaneio de Ísis</title><content type='html'>Oito horas da manhã. O sinal da escola toca. Ísis entra na sala, como sempre no meio de tanta gente, mas se sentindo sozinha. Mas hoje havia algo de diferente. O parque não saía de sua cabeça.&lt;br /&gt;            A professora de matemática resolvia um problema, mas nem os fascinantes milhares de milhares de pontos do plano cartesiano prendiam a atenção da distraída menina. Ela que sempre gostou de pensar em como dois pontinhos poderiam formar uma reta ou em como frações de segundo formavam minutos, horas, dias, meses, anos e séculos, não podia deixar de ficar deslumbrada com o que aconteceu no dia anterior. Aquele dia em que todo esse sistema chamado tempo se desfez.&lt;br /&gt;            Enquanto a turma acompanhava a aula, Ísis continuava pensando que assim como aqueles pontos formavam retas que viriam a formar planos, os pequenos acontecimentos de sua vida formavam algo que não conseguia explicar o que era. Estaria crescendo? Ela esperava que não. Em sua cabeça de menina, passavam-se vários episódios que tanto lhe marcaram. Aquele dia a tantos anos atrás no planetário, aquela tarde na casa de sua tia que seu pai nunca descobriu e, agora, o tempo que passara no parque. As luzes, as pessoas, as montanhas, tudo aquilo lhe vinha à memória. Ela já tinha ido a outros parques antes, mas aquele parque...ah, aquele parque. Ele tinha algo de vivo, algo que faltava em seus dias. Aquele parque que quebrava o sistema fechado e rígido do tempo poderia quebrar também, ou pelo menos fazer esquecer, toda aquela ditadura que a cercava diariamente? Certamente que sim. Ele já havia feito isso. No fundo ela sabia que se tornaria freqüente naquele lugar.&lt;br /&gt;            Agora estava decidida. Ia prestar atenção na aula. Esqueceria por algumas horas o carrossel, o chão batido que deixara seu tênis avermelhado, o palhaço. Uma ansiedade lhe tomava o coração, pois sabia que precisava voltar ao parque. Mas agora precisava prestar atenção na aula de geografia. Só que o tempo não passava. Ah...os segundos, as horas....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-7890760320106692096?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/7890760320106692096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=7890760320106692096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/7890760320106692096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/7890760320106692096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/10/devaneio-de-sis.html' title='Devaneio de Ísis'/><author><name>Carolina Donato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13859090535898434132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_56LeeWPnGOc/SKtlcojGKCI/AAAAAAAAAAM/UGp1Qciq3V4/S220/Diversas%2520118.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-5772030994967051675</id><published>2008-10-16T17:00:00.000-03:00</published><updated>2008-10-16T17:01:15.715-03:00</updated><title type='text'>Roteiro de personagem: Ísis</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;PERSONALIDADE&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Nome Completo: Ísis A. Ventura&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;2.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Data de nascimento: 11 de junho 1995 (signo de gêmeos)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;3.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Nome dos pais : &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 90pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;a.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Mãe: Camille Andrade &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 90pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;b.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Pai: Coronel Adolfo Ventura&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;4.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Irmão:Gustavo Andrade Ventura (15 anos)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;5.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Outros parentes: A tia Léia, irmã do pai, é astróloga &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;6.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Onde vive: Apartamento funcional, 7º andar, 702&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;7.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Como é o lugar onde vive: limpo, sem vida, “espartano”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;8.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Classe social: média alta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;9.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Orientação sexual: heterossexual&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;10.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Preferências literárias: livros de aventura&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;11.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Preferências musicais: gosta de tudo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;12.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O que gosta de comer: mm´s, uvas do amor, grãos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;13.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O que não gosta de comer: macarrão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;14.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Lugares onde gosta de ir: planetário&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;15.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Esportes: Não pratica&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;16.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Profissão que exerce: estudante e faz inglês&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;17.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Cores favoritas: azul&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;18.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Brincadeira favorita: ligar os pontos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;19.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Histórico familiar: Teve rubéola quando menor e adorou&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;20.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Sonhos e objetivos: astrologia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;21.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Frase de efeito ou eu gosta muito: “ponto e ponto e ponto”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;22.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Caráter; sonhadora, distraída, ansiosa, comunicativa, desajeitada/desastrada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;23.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Humor: Feliz&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;24.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Como gosta de ser vista: Excêntrica (diferente da família)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;25.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;É bonita? Sim, mas não linda, normal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;26.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Como ela se vê: desajeitada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;27.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Trauma físico: uma pequena cicatriz no queixo, mas ela gosta. Não tem traumas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;28.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Trauma psicológico: não tem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;29.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Deficiência física/psicológica: não tem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;30.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Amigos: não muitos, mas se relaciona bem com as pessoas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;31.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Extrovertida ou tímida? Extrovertida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;32.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Relacionamento amoroso: “queda” pelo Dedé&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;33.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Como fala: corretíssima&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;34.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O lugar que lhe dá paz: fora de casa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;35.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O lugar que lhe tira a paz: a casa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;36.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Situações em que perde a compostura: quando falta a sua parte preferida do jornal, o que só aconteceu uma vez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;37.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Tipo de vocabulário: normal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;38.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Gírias: raramente utiliza alguma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;39.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Instrumentos musicais: não toca&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;40.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Talentos artísticos: não tem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;41.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Gosta de dança? Sim, mas sai para festas. É saltitante, alegre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;42.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O que a faz relaxar: comer confetes escondida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;43.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Gosta de brigar ou é calma? Calma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;44.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Escreve? O quê? Não&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;45.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Relacionamento com as pessoas ao redor: bom&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;46.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Saudade: da tia que mora longe com a família&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;47.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Televisão: Não vê&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;48.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Hobby: pontos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;49.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Gosta de fotografia? Normal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;50.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Gosta de falar ao telefone? Não&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;51.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Coleção: mensagens do jornal, que guarda em uma pasta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;52.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Organizada ou desorganizada? Desorganizada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;53.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;É paciente? Ansiosa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;54.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Tem alguma doença? Não&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;55.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Obsessão: pontos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;56.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Como é sua voz? Fala muito rápido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;FÍSICO&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Olhos: castanhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;2.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Formato dos olhos: redondos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;3.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Formato das sobrancelhas: normais, finas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;4.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Formato dos lábios: normais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;5.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Aparência: tem duas pequenas pintas (como os dois ii do seu nome)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;6.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Orelhas: normais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;7.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Dentes: normais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;8.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Cabelos: castanhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;9.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Corte dos cabelos: reto, nos ombros, liso e sem franja&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;10.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Unhas: curtas e bem cortadas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;11.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Gorda ou magra? Normal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;12.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Altura: 1,55m&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;ADEREÇOS&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O que gosta? Chapéu de florzinhas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;2.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Tatuagens? Não tem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;3.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Brincos: dois pontinhos nas orelhas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;4.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Colares e pulseiras: de miçangas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;5.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Roupas que usa: que a deixa livre, confortável. Shorts e tênis&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;6.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Penteados que costuma fazer: simples&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;7.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Que tipo de bolsa usa? Mochila&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;8.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Óculos? Não usa nem de grau nem de sol&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;9.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Relógio: Sim. Só os pontinhos, sem números&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;10.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Usa perfume? Só às vezes. O da mãe, escondido&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-5772030994967051675?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/5772030994967051675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=5772030994967051675' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5772030994967051675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5772030994967051675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/10/roteiro-de-personagem-sis.html' title='Roteiro de personagem: Ísis'/><author><name>A moda que você quer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03055126060813040253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-8335044673368312788</id><published>2008-09-27T00:30:00.002-03:00</published><updated>2008-09-27T00:36:27.778-03:00</updated><title type='text'>Descrição de Demócrito</title><content type='html'>Fiz uma descrição do Demócrito, só um palpite, mexam à vontade. Mudei o nome neste texto porque não me sinto muito confortável com Demócrito, mas isso não significa que tenha que mudar o nome, mas fica pelo menos para pensar se fica Demócrito mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otávio, amante do mistério, não tão somente porque gosta dos romances de Agatha Christie ou dos contos de Edgar Allan Poe. Mas porque ama saber que todas as pessoas guardam grandes mistérios, esse mistério humano objeto de sua paixão. Admira a imprevisibilidade, garante que não há nada de mais humano. Sua personagem favorita é Medéia, que primeiramente é apresentada como vítima para depois se tornar a agente do crime.&lt;br /&gt;            “Os homens são como cebolas, muitas camadas, mas não tem como se livrar delas, elas fazem parte das pessoas.” Como aspirante às artes culinárias, Otávio gosta de fazer essa comparação, os homens-cebola como sempre dizia. Desconfiava terrivelmente dos plenamente bons ou maus. “Uma pessoa que não consegue me mostrar camadas, é plana, uma tábua. Fico apenas na superfície e as melhores surpresas estão nos recheios, que é de uma pessoa sem recheio?” pensou saboreando uma deliciosa bomba.&lt;br /&gt;            Contudo, Otávio tendia a ser mais pessimista do que otimista no que se referia à figura humana, mas gostava de mostrar apenas sua face otimista. Encantava facilmente qualquer um, sempre cortês e confiante, era difícil não despertar empatia. Já era claro para ele que seguiria carreira no Teatro, poderia representar quantas pessoas quisesse e buscar esse mistério que todos guardam, até para fugir do seu próprio mistério que tanto teme. Otávio, nesse desejo louco, vira tantos outros que até esquece quem é.&lt;br /&gt;            Talvez o grande erro de Otávio seja achar que consegue ficar imune aos outros, acredita que suas máscaras são as mais discretas. Mas ele se engana, porque nesse grande baile de mascarados, a máscara de todos um dia cai. E de fato a máscara de Otávio cairá quando tentar se mostrar uma pessoa para Isis e outra para Iris. O que acontecerá é que ele acabará por esquecer quem de fato quem ele é. A vida pode até parecer um grande palco para representações diversas, mas as pessoas estão para além do que elas gostariam de representar.&lt;br /&gt;            Filho de dois servidores públicos, irritava-se constantemente com os pais, reclamava do cotidiano, das coisas sempre iguais. “Por que comer sempre sopa no jantar?” Diante de desafios como esse, aprendeu a se virar com os ingredientes. Logo cedo, começou a fazer combinações aparentemente esdrúxulas. Na maioria das vezes o resultado de suas experiências não são totalmente bem sucedidas, mas em cerca de 12% de suas loucas gastronômicas experiências, o resultado é uma explosão maravilhosa de sabores, difícil de explicar, perceptível apenas para o paladar. Silvia Maria, sua mãe, nunca esqueceu o sabor do bolinho de castanha-do-Brasil com recheio de queijo-minas.&lt;br /&gt;            Todavia, ela jamais provaria novamente tal sabor, é que Otávio era avesso a receitas, dizia que elas limitavam seus talentos e em suas palavras: “cada prato é um prato, impossível de ser imitado”. Assim, o menino jamais fazia uma iguaria igual a outra, todas eram diferentes. Com a cozinha e a representação, Otávio driblava o tédio do seu dia-a-dia. Mas era algo que lhe custava caro: grandes pilhas de louça na cozinha e a crise de identidade por ser tantos e não ele só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-8335044673368312788?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/8335044673368312788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=8335044673368312788' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/8335044673368312788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/8335044673368312788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/descrio-de-demcrito.html' title='Descrição de Demócrito'/><author><name>Dani Marinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_9VTgx4Gfpg4/Srf86wIZU9I/AAAAAAAABzw/3a2_9h3dN-Y/S220/1.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-3269674708916398171</id><published>2008-09-26T23:21:00.000-03:00</published><updated>2008-09-26T23:22:42.987-03:00</updated><title type='text'>Texto sobre a Íris, com descrição e alterações sugeridas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Sete horas da manhã. Íris senta-se à mesa primeiro. Naquele último momento de calma, em que todos ainda estão dormindo, tem tempo para folhear o caderno de política e deixar sobre a mesa o restante do jornal, que a casa vai devorar, cada um a sua maneira. A mãe normalmente cata os classificados, o pai confere a página de entretenimentos, pela qual é o editor responsável no plantão noturno do jornal. Íris faz seu leite com Nescau e dá continuidade ao seu ritual de todas as manhãs. Enquanto termina o leite, ouve o grito da mãe:&lt;br /&gt;- Meu Deus, já estou atrasada! – Mais uma vez o despertador não tocou. Dona mariana pula da cama já nervosa com o horário e com o esquecido marido, “que já devia ter consertado aquele maldito despertador!”&lt;br /&gt;- Bom dia meu anjo... – Beija a cabeça da filha, senta-se apressada para empurrar uma grande xícara de café forte e amargo, único item de seu desjejum, rico de eletrizante cafeína, combustível para uma longa jornada em dois empregos estafantes no centro da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;– Oi mamãe. Dormiu bem? Cê ta bonita! Nós vamos ao cinema amanhã?... – Segue Íris falando desenfreadamente. Ela gosta de aproveitar os poucos minutos que tem com a mãe, que sai muito sedo todos os dias e só volta quando filha já esta dormindo.&lt;br /&gt;- Oh, minha linda! A mamãe está com pouco tempo. Mas, a gente combina o cinema depois... – Levanta-se a mãe enquanto senta-se o pai. Os dois trocam um rápido selinho matinal, antes de dona Mariana bater em retirada.&lt;br /&gt;Seu Guimarães, como sempre, mesmo tendo chegado do trabalho de madrugada, faz questão de tomar café com a filha, pois não estará em casa quando Íris voltar de seu longo dia de estudante, de suas diversas atividades extracurriculares, como a aula de flauta transversal, natação e do clube de literatura que participa na escola. Íris gosta muito da escola, gosta de se manter ocupada, imersa nos livros, seus melhores e atualmente únicos amigos. Sonha em um dia ser escritora, talvez mesmo jornalista, como seu pai. Em suas noites em casa, passa as horas anteriores a ir para cama e cair no sono escrevendo em seu diário. Escrevia sobre tudo, escrevia sobre seu dia, mas também poesias, histórias criadas ao longo do dia e tudo o mais que vinha a sua cabeça.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Também se arriscava a fazer desenhos, mas era bem crítica com relação a eles, gostaria de ter talento para eles e poder ilustrar suas próprias histórias, mas não conseguia ficar satisfeita com nenhum deles. O sentimento de satisfação sempre tomava conta de Íris quando terminava de escrever em seu diário, mas juntamente com ele vinha o tremendo medo, o pavor de que alguém algum dia encontrasse seus escritos. Não que ela tivesse o que esconder, mas por algum motivo que não entendia muito bem, talvez fosse só seu jeito tímido mesmo, o fato é que tinha uma enorme vergonha de que lessem ou vissem qualquer de suas obras, ao menos por enquanto.&lt;br /&gt;- Bom dia princesa. Já leu o jornal todo? – Brinca seu Guimarães, com a mania de leitura de sua filha. – Eu ouvi você perguntando sobre o cinema pra mamãe. É que ela esta trabalhando e estudando muito, minha filha. Mas, se ela não puder ir, eu vou, tá bom?&lt;br /&gt;- Tudo bem, Guimarães. Já estou acostumada... – Responde conformada. Íris se lamenta do pouco contato com a mãe nos últimos anos. Guimarães, como é chamado informalmente pela sua princesa, tenta suprir a ausência de Mariana. A condição de ser filha única agrava ainda mais a solidão de Íris, que se afunda cada vez mais nos livros em busca de companhia.&lt;br /&gt;Para passar o tempo e a solidão, Íris costuma invadir em segredo o computador do seu pai para mexer nos arquivos do trabalho. Gostava de ler o que ele escrevia, às vezes se arriscava fazendo pequenas alterações. Sentia-se tão mais próxima de seu pai nesses momentos, e igualmente próxima de sua profissão, com a qual a menina sonhava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Íris está numa fase estranha de sua vida. Não se reconhece muito bem no espelho, parece que tudo mudou de uma hora para outra. Às vezes seus pais se preocupam com o fato de não trazer amigos da escola, não falar deles, nem ficar horas ao telefone como as demais garotas de sua idade. Isso era realmente muito estranho para eles, afinal, ela fazia tantas atividades... mas preferiam dar espaço para a menina, ela era tímida, mas iria desabrochar na hora. Mas, seus pais são pessoas tranqüilas. Fora o corre-corre diário da mãe, a vida “morcega” do pai e as excentricidades da filha, os Guimarães são como qualquer família de classe média e se amam muito. Porém Íris... Íris tem alguma coisa. Já não consegue prestar atenção a boa parte das histórias de seu pai, falando daqueles “áureos tempos da juventude”, “o seu tempo de ativista político” e sente falta da mãe, que sempre estava trabalhando. Seus dias parecem estar se fechando num ciclo de rotina que não mais a comportava. Íris tem lá seus meios de calar toda essa estranheza que nasce dentro do seu corpo de treze anos, onze meses e imaginação realmente muito fértil.&lt;br /&gt;Na escola as coisas também andam estranhas. Íris continua gostando muito de estudar. Sua matéria preferida é História. Quantas vezes foi à Idade da Pedra, chegou até os maiores confrontos da humanidade, viu os mais belos monumentos, para depois tornar a ver a si mesma, sentada na carteira, como sempre, na primeira fila. Sabe, essas viagens costumavam ir mais longe, parecia realmente que alguma coisa estava acontecendo. Hoje, as duas primeiras aulas quase não passaram. No recreio, aquele alívio, a sala se esvazia e ela é a última a sair. Desembrulha o lanchinho que já traz de casa, come-o quietinha, e vai ao encontro daquelas três meninas ali, com quem ela até conversa, mas não se abre. Está cada vez mais sozinha naquele mundo da escola.&lt;br /&gt;Na aula seguinte, enquanto fazia o exercício de Geometria, lembrou-se dos planetas, das galáxias, do sol, do zodíaco, e se deu conta que seu aniversário estava perto. Já ouvira falar em inferno astral, mas será mesmo? Não sabia o que tinha, mas sentia um vazio, não conseguia mais brincar com a antiga fluidez, previa totalmente seu dia e já se entediava antes de qualquer coisa: quando chegar a casa, vai tirar o uniforme, fará todas as lições, verá as novelinhas e os jornais na TV, jantará alguma coisa sozinha e depois irá para a cama, tentando ficar acordada para receber o precioso beijo de boa noite de dona Mariana, se ela não chegar muito tarde.&lt;br /&gt;Nesse ritmo, passou mais um dia de aula. Sabia que esperaria o ônibus, como sempre, naquela parada, como sempre, e que, no ônibus, estaria o mesmo motorista, como sempre. Íris, indo contra todo aquele “como sempre”, tomou uma decisão que parecia boba, mas que mudaria o rumo da nossa história:&lt;br /&gt;- Hoje eu vou pra casa a pé.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-3269674708916398171?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/3269674708916398171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=3269674708916398171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3269674708916398171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3269674708916398171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/texto-sobre-ris-com-descrio-e-alteraes.html' title='Texto sobre a Íris, com descrição e alterações sugeridas'/><author><name>Mundo em imagens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667063234126566739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-4254301831738507785</id><published>2008-09-26T20:30:00.002-03:00</published><updated>2008-09-26T20:34:32.224-03:00</updated><title type='text'>Sugestão de Enredo &amp; Roteiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-size:130%;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enredo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;           &lt;br /&gt;            A estória de duas garotas que não se conhecem, mas têm um amigo em comum: Demócrito. Apenas Ízis, que tem aquela mania de juntar pontos e enxergar mensagens no jornal, inicialmente é amiga do menino sardento (estudam na mesma escola). Ele na verdade tem uma “quedinha” por ela, mas a garota “ainda” não tem esse tipo de interesse por garotos. Ambos passam a freqüentar o Parque das Montanhas Encantadas.&lt;br /&gt;            Íris é uma menina inteligente, mas muito tímida com relação às amizades. Por isso esta sempre solitária. Para passar o tempo e conhecer pessoas, além de fazer aquelas brincadeiras com o Jornal / trabalho do pai, começa a trabalhar como voluntária no parque, que passa por dificuldades financeiras. Ela trabalha auxiliando Bumba, único funcionário. Segundo Bumba, grande parte do problema é que o dono do parque, embora seja um ótimo velhinho, não bate bem da cabeça e não tem condições de administrá-lo...&lt;br /&gt;            Demócrito acaba conhecendo Íris que é uma menina muito bonita e interessante, embora tímida. Para fazer ciúmes em Izis, inventa que esta “ficando” com a menina que trabalha no parque (Íris) e começa a contar vantagens (coisa de menino) sobre sua “nova namorada”. Izis, acaba enciumada mesmo, mas, inicialmente, não quer dar o braço a torcer. Conversando com Íris, Demócrito descobre que é ela que faz as modificações nos jogos de pontos e palavras cruzadas do Jornal, as quais são objeto da compulsão da outra amiga, Izis. Uma vez que inventou a mentira, passa a evitar que uma encontre a outra para não ser desmascarado. O pior é que tudo caminha para que ambas se encontrem. As duas tem muito em comum, principalmente o medo de andar de montanha russa. Contudo, tanto Demócrito como várias ironias do destino acabam sempre por impedir esse encontro.&lt;br /&gt;            Após descobrir, por intermédio de Demócrito, que suas brincadeiras com o jornal estão sendo percebidas por outra menina (a Ízis), Íris passa a direcionar suas mensagens de maneira mais elaborada, fazendo o interesse de Izis cada vez maior. Porém sua timidez a proíbe de se apresentar pessoalmente.&lt;br /&gt;            No dia do Aniversário de Izis, ela acaba sendo convencida a descer na montanha russa. Aí o inesperado acontece: A menina some. O carrinho da montanha para sozinho. Embora os amigos confirmem que Ízis estava na Montanha quando sumiu, ninguém consegue encontrá-la, nem mesmo provar que ela sumiu no parque. Para espanto de todos, ao retornarem ao parque no outro dia pela manhã, Íris e Demócrito descobrem que o parque também sumiu, ficando apenas o terreno baldio que ocupava e o cachorro Sapato que fora esquecido.&lt;br /&gt;            Demócrito e Íris se sentem culpados por terem mentido para Ízis. Decidem sair em sua procura. Para isso se utilizam de Sapato, que segundo seu dono, sempre encontrava o Parque, onde estivesse, mesmo quando era esquecido.&lt;br /&gt;            Saem de bairro em bairro, de parque em parque procurando pela menina. Mas não conseguem encontrar. Sapato vai parar num ferro velho onde encontram parte dos brinquedos do antigo parque, agora falido e desmontado. Bumba agora é do dono do ferro velho. Seu antigo patrão, depois da falência, doou os brinquedos para o fiel funcionário, que abriu o ferro velho para viver sem o patrão, que adoeceu de tristeza e morreu por causa do parque.&lt;br /&gt;            A montanha russa esta parcialmente desmontada. Mas, seguindo orientações de Sapato, que passa a incorporar o espírito de seu misterioso e falecido dono, os garotos, ajudados por Bumba, montam apenas um carrinho no alto da parte mais alta da montanha e decidem descer a montanha da mesma forma que Ízis o fez. Acreditam que dessa forma, podem ir parar no mesmo lugar (mágico) que a amiga deve ter ido.&lt;br /&gt;            O carrinho desce desenfreado na montanha caindo aos pedaços e, antes de se estabacarem lá embaixo, eles se vêem no mesmo parque Montanhas Encantadas, só que dessa vez esta novinho, cheio de gente. Seu dono ainda esta vivo e saudável.&lt;br /&gt;            Ízis esta lá. Ela é a gerente do parque só que agora esta adulta e não reconhece os amigos que continuam adolescentes. Eles começam a convencê-la de voltarem para suas vidas no “mundo real”. Ela não reconhece os amigos e odeia andar de montanha russa. Não acredita em nada daquela estória maluca.&lt;br /&gt;            O único modo possível de Ízis (e os amigos) voltarem à vida real, segundo o dono do parque, é que ela desça na montanha novamente, exatamente no dia de seu aniversário. Para tanto seus amigos começam a mandar-lhe novas mensagens pelos joguinhos dos pontos no jornal (sua eterna mania). Como ela continua compulsiva com respeito às mensagens, acaba cedendo e todos retornam para o Parque das Montanhas Encantadas, exatamente no dia em que ela sumiu, como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;            Izis não vai lembrar de nada. No fim da estória Demócrito apresenta Íris para a namorada e fica em aberto a possibilidade de serem amigas...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Roteiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1-     Casa de Izis;&lt;br /&gt;2-     Casa de Íris;&lt;br /&gt;3-     O Parque;&lt;br /&gt;4-     Demócrito e Ízis no parque;&lt;br /&gt;5-     Demócrito e Íris no parque;&lt;br /&gt;6-     Ízis e Íris no parque sem se encontrarem;&lt;br /&gt;7-     Ízis e Demócrito começam a namorar na escola;&lt;br /&gt;8-     Íris descobre as mentiras de Demócrito;&lt;br /&gt;9-     O dono do parque intercede no triangulo amoroso;&lt;br /&gt;10- Ízis some no dia de seu aniversário;&lt;br /&gt;11- Íris e Demócrito começam a procurar pela amiga;&lt;br /&gt;12- Os amigos encontram o ferro velho do Bumba;&lt;br /&gt;13- Sapato começa a receber o espírito do seu dono;&lt;br /&gt;14- Os garotos, ajudados pelo cachorro e pelo Bumba, remontam precariamente a Montanha russa;&lt;br /&gt;15- Todos se encontram no parque novinho, mas Ízis não é mais aquela menina;&lt;br /&gt;16- Depois que Ízis decide descer a Montanha, tudo volta a ser como antes;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-4254301831738507785?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/4254301831738507785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=4254301831738507785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4254301831738507785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4254301831738507785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/sugesto-de-enredo-roteiro.html' title='Sugestão de Enredo &amp; Roteiro'/><author><name>Gaitero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03001816715051091255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3eB6FPQNbM4/SLB5fSZPtFI/AAAAAAAAABU/32AiEEpUKdQ/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-1015756704462557846</id><published>2008-09-25T22:18:00.004-03:00</published><updated>2008-09-26T19:15:52.630-03:00</updated><title type='text'>Agora sim! Ísis no parque.</title><content type='html'>- Uau! - disseram ao mesmo tempo Ísis e aquele menino sem nome que encontrara a pouco.&lt;br /&gt;Na entrada lia-se "Montanhas Mágicas" em letras coloridas. Exatamente o que ela precisava! Admirou aquele lindo portal, que mais parecia o limite para uma outra dimenção, e esteve ali por alguns instantes. Como que entrando em casa de desconhecido, Ísis retirou o pequeno chapéu branco de florzinhas azuis e olhou em volta buscando o menino de a pouco. Só o viu de longe, sumindo naqueles caminhos coloridos de açúcar que ligavam uma atração à outra.&lt;br /&gt;Ísis mal podia se mexer de tão emocionada. Seu coração de menina batia tão rápido, que parecia ter se cansado de morar apertadinho e queria saltar para fora e... Ela pára de repente.&lt;br /&gt;-Duas montanhas russas... - pensa em quase voz alta, de frente àquele monumento.&lt;br /&gt;- Duas montanhas russas... - repete baixinho.&lt;br /&gt;O interessante é que Ísis já vira montanhas russas maiores e mais sofisticadas, mas aquelas duas ali eram diferentes, causavam um quê de paixão, de proibido e até de... mágico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-1015756704462557846?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/1015756704462557846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=1015756704462557846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1015756704462557846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1015756704462557846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/agora-sim-sis-no-parque.html' title='Agora sim! Ísis no parque.'/><author><name>Naiara Morena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05240531959072857892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/__bh5URiELT4/SK_2ukechrI/AAAAAAAAAAM/xRV9aeT9NtY/S220/HPIM3615.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-5089697000681466514</id><published>2008-09-24T16:05:00.004-03:00</published><updated>2008-09-26T19:17:11.536-03:00</updated><title type='text'>Texto do Ramiro, alteração do último parágrafo.</title><content type='html'>A professora pediu para reescrever a última frase só para tirar o clichê do "mudou sua vida". Aí está:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ritmo, passou mais um dia de aula. Sabia que esperaria o ônibus, como sempre, naquela parada, como sempre, e que, no ônibus, estaria o mesmo motorista, como sempre. Íris, indo contra todo aquele “como sempre”, tomou uma decisão que parecia boba, mas que mudaria o rumo da nossa história:&lt;br /&gt;- Hoje eu vou pra casa a pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-5089697000681466514?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/5089697000681466514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=5089697000681466514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5089697000681466514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5089697000681466514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/texto-do-ramiro-alterao-do-ltimo.html' title='Texto do Ramiro, alteração do último parágrafo.'/><author><name>Naiara Morena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05240531959072857892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/__bh5URiELT4/SK_2ukechrI/AAAAAAAAAAM/xRV9aeT9NtY/S220/HPIM3615.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-2041185418835095095</id><published>2008-09-24T16:01:00.001-03:00</published><updated>2008-09-24T16:01:52.584-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 1 versão 3</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não gostei da idéia do Demócrito aparecer depois, achei que mudou demais o que já estava escrito, que eu gostei tanto, além de ter perdido alguns elementos, como o contato com a Sofia e a amizade com Demócrito. Gostei da idéia dele ser meio sacana, mas acho não precisa mudar tanto, ele podia se transformar no meio do livro, tipo aquele filme do sexto sentido? Que você nunca imagina que o cara está morto, mas quando vai assistir de novo repara que todas as provas dele estar vivo são na verdade complementos que a nossa imaginação fez? Tipo a novela das 20h que todo mundo torce para a Flora e do nada descobre que a mulher é assassina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Então, tirei os elementos que provam que Demócrito é um bom menino, deixei mais aberto para a gente descobrir que ele é falso mais para a frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Então, pensando em algumas das idéias e trechos da Dani,  refiz o capítulo que apresentei na sala:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Mas o seu aniversário é só mês que vem Zi! A mensagem marcava o dia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Sim! E era clara!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Mas existem montanhas por todos os lados! Como saber?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Ainda tenho um mês para decifrar os detalhes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Seu pai não vai deixar você ir. Até parece que não conhece o velho! Como vai fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Eu vou dar um jeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Cuidado Zi, qualquer coisa dá um toque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O sinal bate novamente, hora de voltar para a sala. Mais uma vez Ísis não percebe o tempo passar, só consegue pensar nas montanhas e, Demócrito estava certo. Como saber onde? Seu coração acelerava cada vez mais com a idéia de finalmente poder se encontrar com eles. Após tanto tempo de mensagens escondidas, agora era a hora da verdade. Estaria pronta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Ísis! - Chamou uma voz na porta da sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Eu! - Disse a menina acordando do devaneio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Posso conversar com você na minha sala?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Era a coordenadora. O que será que ela queria dessa vez? Ísis vez por outra era chamada na sala de Sofia, uma senhora que conservava a beleza na idade e que era muito inteligente. Ísis não era má aluna, então imagina-se que não deveria temer, mas o olhar de Sofia parecia que entrava na alma dela e lia todos os seus sonhos, medos e desejos. Isso dava medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Claro... - respondeu Ísis trêmula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;As duas caminharam para a sala de Sofia em silêncio. Ísis estala os dedos freneticamente enquanto, em vão, tenta fingir não estar nervosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Aconteceu alguma coisa? - Perguntou Ísis tão logo pisaram na sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sofia sorri e aponta para a cadeira, convidando Ísis a sentar-se. Ísis evita o contato visual, fingindo estar interessada na decoração da sala. Sofia a observa por alguns instantes, cruza os braços em cima da mesa, como se pretendesse assim encontrar os olhos da menina, e devolveu a pergunta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Me diga você. Aconteceu alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ísis não levanta a cabeça. Apenas cruza os dedos e diz um singelo "não". Sofia se apóia nos cotovelos e chega mais perto da jovem:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Ei... olha pra mim! Isso! Tenho ouvido alguns comentários dos professores de que você anda muito distraída. No que anda pensando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Em nada. - respondeu a menina sem pensar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Hum... um garoto talvez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ísis gelou. Será que ela sabia do Demócrito? Não era possível! Ela escondia aquilo com todas as suas forças. Será que mesmo assim ela percebeu? Abaixa a cabeça e aperta os olhos, como se assim pudesse fazer com que os olhos de Sofia esbarrem em suas pálpebras e não possam seguir a diante naquela quase hipinose.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Não! - disse Ísis em tom de deboche. - nada de garotos por enquanto, tenho mais o que fazer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Sofia acha engraçado, aconselha a menina como qualquer coordenadora faria no lugar dela e acrescenta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Se quiser conversar não exite em vir até aqui está bem? Eu vou adorar saber o nome dele... - disse em tom de provocação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ísis se despede e volta para sala. Já estava quase na hora do momento de apreciação musical. O diretor da escola acreditava que momentos de música eram fundamentais para o desenvolvimento dos alunos; e dona Sofia se encarregava de rechear as terças e quintas com música clássica, segundas e quartas com música brasileira e a sexta com o hino nacional. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A escola ficava encantada, todos dedicavam aqueles cinco minutos apenas para a música. As caixas de um som velho, porém potente, ficavam voltadas para o pátio da escola sempre após o intervalo e, assim, a música ressoava pelos cantos silenciosos ou cheio de barulhos incômodos. Tudo virava uma coisa só unida pela melodia que banhava as salas. Este era o momento clímax das manhãs de Ísis, momento no qual ela tirava as melhores conclusões de suas pistas achadas nos mais diversos lugares, era o momento de reflexão e de descoberta dos códigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Naquela segunda-feira os violinos trouxeram alguma coisa de maturidade, que colaborou para que Ísis acreditasse um pouco mais na sabedoria que ela traz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Naquele dia Ísis gostou um pouco mais de Sofia. Por algum motivo passou a confiar nela um bocadinho a mais. Uma paz lhe invadiu a mente quando entendeu que não tinha enganado a coordenadora. Entendeu que, apesar do gelo de ter sua paixão secreta revelada, a distração não era culpa de garotos. E Sofia sabia disso, mas, mesmo assim, respeitou seu espaço e deixou uma porta aberta para uma futura amizade. Ter uma amiga adulta até que podia ser uma boa, ela precisaria de toda a ajuda necessária. Ainda mais se essa amiga fosse a coordenadora da escola! Bom, ainda tinha um mês para definir se ela era ou não digna de confiança. Afinal, se seus planos caíssem em mãos erradas poderiam causar grandes estragos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O sinal tocou novamente indicando o final da aula e Ísis saiu apressada para não perder o ônibus, mas quando chega na porta tem uma idéia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Dedé, fala para o motorista que eu passei mal e que meu pai veio me buscar tá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Para onde você vai?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Vou para casa a pé. Preciso pensar em algumas coisas e com o Gustavo em casa não dá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Mas e o seu pai?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Hoje ele não vai em casa almoçar e minha mãe já deve ter saído para fazer compras. O que me dá em torno de uma hora. Daí é só chegar em casa e jogar a comida para o cachorro do vizinho. Ela nem vai desconfiar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Então tá. Toma cuidado viu? Qualquer coisa me liga!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Pode deixar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ísis sai correndo pelo outro portão enquanto Demócrito carrega o recado a ser entregue ao motorista. Talvez por isso Ísis gostasse tanto de Demócrito, ele estava sempre acobertando suas idéias e travessuras. Por algum motivo nunca se envolvia, mas sempre a apoiava. Fora todas aquelas sardinhas no rosto dele, poderia existir algo mais fascinante que aquilo? Quantas figuras podia formar com todos aqueles pontinhos que se apertavam em suas rosadas bochechas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ísis ia assim caminhando de uniforme azul e mochila nas costas, ora pensando em Demócrito, ora na coordenadora, ora nas montanhas... e a verdade é que não conseguia se concentrar em nada. Deveria descobrir onde, exatamente, se encontraria com eles. Quanto mais rápido descobrisse melhor seria para planejar como chegaria lá. Gostava da idéia de pedir ajuda a Sofia. Será que ela entenderia? Mas mesmo assim, o que diria aos pais? Afinal era uma boa garota, não gostava de mentir, isso sempre dava errado... mas como fazer então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Ei moça! - chamou uma voz atrás dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Oi? - respondeu virando-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Você sabe onde fica a montanha russa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Onde fica o quê? - Os olhos de Ísis brilharam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - A montanha russa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eureka! Como ela não tinha percebido isso antes? Estava tão óbvio! A estrela de cinco pontas estava de cabeça para baixo! Montanha + ponta cabeça = montanha russa! E ela vira naquela mesma manhã a propaganda do parque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Sei sim! Vem comigo!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-2041185418835095095?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/2041185418835095095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=2041185418835095095' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/2041185418835095095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/2041185418835095095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/captulo-1-verso-3_24.html' title='Capítulo 1 versão 3'/><author><name>Naiara Morena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05240531959072857892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/__bh5URiELT4/SK_2ukechrI/AAAAAAAAAAM/xRV9aeT9NtY/S220/HPIM3615.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-6985370946877845075</id><published>2008-09-23T09:09:00.003-03:00</published><updated>2008-09-23T09:13:19.615-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 1 versão 2?</title><content type='html'>Então, fiz umas poucas alterações no primeiro capítulo, até sexta vou mandar uma caracterização para Isis e Demócrito. Para que visualizar as minhas alterações eu marquei de vermelho e um trecho que usei da Naiara eu marquei de verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sete horas da manhã. O pai senta-se à mesa por último. Mãe e filhos, já em meio ao espartano desjejum de mingau de aveia, café preto e pão integral, fazem uma pequena pausa e observam o rígido coronel Ventura destrinchar o jornal, em busca do caderno com as notícias sobre política. Em seguida, como faz em todas as manhãs dos dias úteis, passa o restante do diário à prendada esposa, Camile, que saca o encarte com as ofertas de horti-fruti-granjeiros, repassando os outros cadernos para o disciplinado filho Gustavo, que retira para si o caderno de esportes. O restante do jornal é entregue às ansiosas mãos de Ísis, que o folheia rapidamente, em busca da parte da parte de entretenimento, com as palavras cruzadas e, principalmente, com os joguinhos de ligar pontos.&lt;br /&gt;A família praticamente não se fala. Não é que os Ventura estejam brigados ou que tenham feito votos de silêncio, mas a disciplina militar difundida naquele lar organizado, onde cada um sabe suas obrigações e as cumpri assiduamente, proporcionou tal interação entre seus integrantes que dispensa o “frenético tagarelar do dia-a-dia”, como gosta de explicar o Coronel. A única que ainda carece de correção é Isis, que, vez ou outra, teima em compartilhar suas meninices tardias.&lt;br /&gt;- Hoje de novo! – A garota crava a caneta no pão sobre a mesa e permanece estática, encarando uma reportagem no caderno de turismo. Ninguém repara. Ou, pelo menos, não deixam transparecer interesse pelo arroubo repentino da filha caçula. Como tem acontecido de um ano pra cá, ela já não se contenta em formar os desenhos a partir dos pontos. Desenvolveu um método peculiar de interpretar mensagens escondidas nas matérias, que, segundo Ísis, são destinadas a ela em forma de código, a partir dos pontos contidos nos textos.&lt;br /&gt;- Por favor, Zi, termine o seu café. – Limita-se a dizer dona Camile, psicóloga de formação, que não vê no devaneio da filha de treze anos, onde meses e imaginação realmente muito fértil algo de mais sério, a não ser a manifestação dos anseios e frustrações adolescentes.&lt;br /&gt;- Mas, é muito claro que algo vai acontecer, mãe! Na matéria sobre viagens de inverno, deu uma estrela de cinco pontas e a mensagem: “Vá para as montanhas”. – O coronel pigarreou, enquanto se levantava. Era sinal de que não aprovava a conversa. Olhou para Camile com aquele olhar de “A filha é sua”, e deixou a mesa. A mãe terminou o café em seguida e disse, enquanto recolhia a louça:&lt;br /&gt;- Você irritou seu pai novamente, filha! Se apresse para não perder o ônibus da escola.&lt;br /&gt;– Tudo bem, mãe. Falta só a página policial. É a pior!&lt;br /&gt;– Você não tem jeito, Zi... Resmungou a mãe, caminhando em direção à cozinha.&lt;br /&gt;- Caraca, guria! Essa tua paranóia tá piorando... – Gargalhou Gustavo, ao mesmo tempo em que saía segurando o último pedaço de pão com a caneta da irmã espetada. Ele também não tinha muita paciência com as histórias dela, mas, “levava de boa”, como costumava dizer.&lt;br /&gt;Zi, como era carinhosamente chamada, não se abatia com a incompreensão familiar. Recortava cuidadosamente a mensagem e arquivava para análises posteriores. Seu método de decodificação era complexo demais e exigia muita atenção, de forma que ela sempre carregava sua pasta de mensagens, para trabalhar nos intervalos entre as aulas, na escola. &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Pontos fascinavam Ísis, que sempre adorou seu nome, só se aborrecia quando esqueciam os pingos nos ii. Seu jogo favorito era o de ligar os pontos, ficava maravilhada como aqueles pontos podiam virar um desenho, e o melhor, ela era a criadora desses desenhos. Isis também tinha um desejo escondido guardadinho dentro dela de virar astronauta. O desejo era fundamentado na idéia de que ela amava observar as constelações no céu, como se as estrelas fossem pequenos pontos, ela sabia identificar com facilidade Escorpião, Ursa Maior, Cruzeiro do Sul; todos ficavam admirados.  Não revelava essa vontade com medo dos deboches, preferia dizer que faria vestibular para Artes Plásticas. Quem sabe poderia pintar que nem Seurat? De ponto em ponto até criar o quadro. Gostava da idéia, mas Zi era um pouco preguiçosa e não sabia se conseguiria se dedicar cinco anos apenas para um quadro como fazia o pintor francês. A menina sempre foi assim: encantada com os pontos-cruz de sua avó, com os caroços da melancia, com o formigueiro, com grãos diversos; sempre montava os mais absurdos desenhos com a junção desses.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Naquele dia as duas primeiras aulas passaram voando. Mal tocara o sinal da entrada, já batera o do recreio. Isso, na percepção de Zi, que, com tantas coisas na cabeça, realmente não via o tempo passar. Talvez porque nada na aula a interessasse. Embora gostasse de estudar, não se sentia estimulada naquela medíocre “fábrica de robôs”, como gostava de se referir a sua classe de oitava série, cheia de “patrichapinhas” e “mauribombadinhos”, seus mortais inimigos, ou seja, quase todos os colegas. Apenas Maria Januária a compreendia. Mas uma menina, que tinha como mania decorar livros, e ainda com um nome daquele tipo, não era parâmetro de normalidade e nem de aceitação por parte da galera.                E aê, Zi, qual é a de hoje? – Perguntou &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Maria Januária,&lt;/span&gt; depois que as duas sentaram na grama atrás do pátio da escola. – Montanhas, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Janu&lt;/span&gt;. Eles querem me ver nas montanhas.              – Respondeu a amiga. – Você vai? – Está tudo conforme os planos. – Respondeu. - Saio no dia do meu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;- Mas o seu aniversário é só mês que vem Zi! A mensagem marcava o dia?                - Sim! E era clara!                - Mas existem montanhas por todos os lados! Como saber?                - Ainda tenho um mês para decifrar os detalhes.                - Seu pai não vai deixar você ir. Até parece que não conhece o velho! Como vai fazer? Quer que eu vá junto?                - Não Janu. Esse é um trabalho que tenho de fazer sozinha. Eu vou dar um jeito.                - Cuidado Zi, qualquer coisa dá um toque.&lt;/span&gt;                &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O sinal bateu novamente, hora de voltar para a sala. Mais uma vez Ísis não percebeu o tempo passar, só conseguia pensar nas montanhas e, Maria Januária estava certa. Como saber onde? Seu coração acelerava cada vez mais com a idéia de finalmente poder se encontrar com eles. Após tanto tempo de mensagens escondidas, agora era a hora da verdade. Estaria pronta?                 As duas voltam para a sala de aula, Isis continua muito distraída, então que a música começa a encher as salas da escola. Era chegado o momento de apreciação musical. Os diretores da escola acreditavam que momentos de música eram fundamentais para o desenvolvimento dos alunos. As terças e quintas eram os dias de música clássica, segundas e quartas eram os dias da música brasileira e na sexta era o dia do hino nacional. A escola ficava encantada, todos dedicavam aqueles cinco minutos apenas para a música.                As caixas de um som velho, porém potente, ficavam voltados para o pátio da escola sempre após o intervalo e, assim, a música ressoava pelos cantos silenciosos ou cheio de barulhos incômodos. Tudo virava uma coisa só unida pela melodia que banhava as salas.                 Este era o momento clímax das manhãs de Isis, momento no qual ela tirava as melhores conclusões de suas pistas achadas nos mais diversos lugares, era o momento de reflexão e de descoberta dos códigos.&lt;br /&gt;E neste momento tão especial para ela, entra pela porta de sua sala um rapaz que chamara tanto a sua atenção quanto jamais outro chamara. Demócrito entrava pela porta navegando suavemente entre notas e pausas, em passos compassados e harmoniosos. Era de fato uma figura singular: cheio de sardas e cabelo cor de fogo.                _Janu, quem é esse menino? Cochichou Isis, sem se fazer notar.                _Eu já tinha visto esse rapaz na sala de Dona Sofia antes de te encontrar no intervalo. Acho que é aluno novo, deve ser desses que os pais vivem de mudança. Achou ele bonitinho, né?                Isis ruboresceu.                _Não, não é isso. Olhe para as pintas dele, olhe só o desenho. A mesma mensagem do jornal!                _Ah, não, Zi, acho que você já está forçando demais a barra.&lt;br /&gt;Isis bem sabia que não tinha visto nenhuma mensagem no rosto do novo aluno. Mas não poderia assumir para a amiga que aquele rapaz a deixara confusa. Perturbada ficou quando o olhar dele se direcionou para ela, estaria ele percebendo a confusão na sua cabeça? Sim, Demócrito mal aparece na história e já cria uma grande confusão. Para Isis os desenhos formados por pontos eram sempre símbolos muito claros, pistas em potencial. Todavia, os desenhos formados no rosto de Demócrito eram instáveis, diversos e sem nexo algum. Isis estava maravilhada com a mutabilidade dos desenhos formados no rosto daquele menino.&lt;br /&gt;O único lugar vazio é ao lado de Isis, Demócrito persiste em olhar para a curiosa menina, ele tem a coragem de manter o contato visual tão constrangedor e se senta e diz:&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;Isis não responde, mas se assusta com a capacidade que ele tem de não se constranger, de não se incomodar com o olhar invasivo que ela lançara anteriormente. Ele não parecia incomodado e sim muito confortável o que fez como que Zi recusasse os olhares por constrangimento, ela silenciou como a música no pátio e até o final da aula não conseguiu voltar o olhar para o estrangeiro colega."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-6985370946877845075?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/6985370946877845075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=6985370946877845075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6985370946877845075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6985370946877845075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/captulo-1-verso-2.html' title='Capítulo 1 versão 2?'/><author><name>Dani Marinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_9VTgx4Gfpg4/Srf86wIZU9I/AAAAAAAABzw/3a2_9h3dN-Y/S220/1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-5177330012910439416</id><published>2008-09-21T23:57:00.002-03:00</published><updated>2008-09-24T14:54:47.868-03:00</updated><title type='text'>Ísis chegando ao parque</title><content type='html'>- Mas o seu aniversário é só mês que vem Zi! A mensagem marcava o dia?&lt;br /&gt;   - Sim! E era clara!&lt;br /&gt;   - Mas existem montanhas por todos os lados! Como saber?&lt;br /&gt;   - Ainda tenho um mês para decifrar os detalhes.&lt;br /&gt;   - Seu pai não vai deixar você ir. Até parece que não conhece o velho! Como vai fazer? Quer que eu vá junto?&lt;br /&gt;   - Não Dedé. Esse é um trabalho que tenho de fazer sozinha. Eu vou dar um jeito.&lt;br /&gt;   - Cuidado Zi, qualquer coisa dá um toque.&lt;br /&gt;   O sinal bateu novamente, hora de voltar para a sala. Mais uma vez Ísis não percebeu o tempo passar, só conseguia pensar nas montanhas e, Demócrito estava certo. Como saber onde? Seu coração acelerava cada vez mais com a idéia de finalmente poder se encontrar com eles. Após tanto tempo de mensagens escondidas, agora era a hora da verdade. Estaria pronta?&lt;br /&gt;   - Ísis! - Chamou uma voz na porta da sala.&lt;br /&gt;   - Eu! - Disse a menina acordando do devaneio.&lt;br /&gt;   - Posso conversar com você na minha sala?&lt;br /&gt;   Era a coordenadora. O que será que ela queria dessa vez? Ísis vez por outra era chamada na sala de Sofia, uma senhora que conservava a beleza na idade e muito inteligente. Ísis não era má aluna, então imagina-se que não deveria temer, mas o olhar de Sofia parecia que entrava na alma dela e lia todos os seus sonhos medos e desejos. Isso dava medo.&lt;br /&gt;   - Claro... - respondeu Ísis trêmula.&lt;br /&gt;   As duas caminharam para a sala de Sofia em silêncio. Ísis estalava os dedos freneticamente enquanto, em vão, tentava fingir não estar nervosa.&lt;br /&gt;   - Aconteceu alguma coisa? - Pergunta Ísis tão logo pisam na sala.&lt;br /&gt;   Sofia sorri e aponta para a cadeira, convidando Ísis a sentar-se. Ísis evita o contato visual, fingindo estar interessada na decoração da sala. Sofia a observa por alguns instantes, cruza os braços em cima da mesa, como se pretendesse assim encontrar os olhos da menina, e devolveu a pergunta:&lt;br /&gt;   - Me diga você. Aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;   Ísis não levanta a cabeça. Apenas cruza os dedos e diz um singelo "não". Sofia se apóia nos cotovelos e chega mais perto da jovem:&lt;br /&gt;   - Ei... olha pra mim! Isso! Tenho ouvido alguns comentários dos professores de que você anda muito distraída. No que anda pensando?&lt;br /&gt;   - Em nada. - respondeu a menina sem pensar.&lt;br /&gt;   - Hum... um garoto talvez?&lt;br /&gt;   Ísis gelou. Será que ela sabia do Demócrito? Não era possível! Ela escondia aquilo com todas as suas forças. Será que mesmo assim ela percebeu? Abaixou a cabeça e apertou os olhos, como se assim pudesse fazer com que os olhos de Sofia esbarrassem em suas pálpebras e não pudessem seguir a diante naquela quase hipinose.&lt;br /&gt;   - Não! - disse Ísis em tom de deboche. - nada de garotos por enquanto, tenho mais o que fazer!&lt;br /&gt;   Sofia achou engraçado, aconselhou a menina como qualquer coordenadora faria no lugar dela e devolveu-a para a sala.&lt;br /&gt;   - Se quiser conversar não exite em vir até aqui está bem? Eu vou adorar saber o nome dele... - disse em tom de provocação.&lt;br /&gt;   Naquele dia Ísis gostou mais de Sofia que antes. Por algum motivo passou a confiar nela um pouco mais. Ela sabia que não tinha enganado a coordenadora. Sabia também que, apesar do gelo de ter sua paixão secreta revelada, a distração não era culpa de garotos. Sofia também entendeu isso mas mesmo assim, respeitou o espaço de Ísis e deixou uma porta aberta para uma futura amizade. E, calculou Ísis, ter uma amiga adulta naquelas alturas do campeonato, não era nada mau. Ainda mais se fosse a coordenadora da escola! Bom, ainda tinha um mês para definir se ela era ou não digna de confiança. Afinal se seus planos caíssem em mãos erradas poderiam causar grandes estragos...&lt;br /&gt;O sinal tocou novamente indicando o final da aula e Ísis saiu apressada para não perder o ônibus, mas quando chegou na porta teve uma idéia:&lt;br /&gt;   - Dedé, fala para o motorista que eu passei mal e que meu pai veio me buscar tá?&lt;br /&gt;   - Para onde você vai?&lt;br /&gt;   - Vou para casa a pé. Preciso pensar em algumas coisas e com o Gustavo em casa não dá.&lt;br /&gt;   - Mas e o seu pai?&lt;br /&gt;   - Hoje ele não vai em casa almoçar e minha mãe já deve ter saído para fazer compras. O que me dá em torno de uma hora. Daí é só chegar em casa e jogar a comida para o cachorro do vizinho. Ela não vai perceber nada!&lt;br /&gt;   - Então tá. Toma cuidado viu? Qualquer coisa me liga!&lt;br /&gt;   - Pode deixar!&lt;br /&gt;   Ísis saiu correndo pelo outro portão enquanto Demócrito carregava, meio a contragosto é verdade, o recado a ser entregue ao motorista. Talvez por isso Ísis gostasse tanto de Demócrito, ele estava sempre acobertando suas idéias, mesmo preocupado com ela. Fora todas aquelas sardinhas no rosto dele. Poderia existir algo mais fascinante que aquilo?&lt;br /&gt;   A menina não conseguia se concentrar bem em um só pensamento. Deveria descobrir onde, exatamente, se encontraria com eles. Quanto mais rápido descobrisse melhor seria para planejar como chegaria lá. Gostava da idéia de pedir ajuda a Sofia. Será que ela entenderia? Mas mesmo assim, o que diria aos pais? Afinal Ísis era uma boa garota, não gostava de mentir, isso sempre dava errado... mas como fazer então?&lt;br /&gt;   - Ei moça! - chamou uma voz atrás dela.&lt;br /&gt;   - Oi? - respondeu virando-se.&lt;br /&gt;   - Você sabe onde fica a montanha russa?&lt;br /&gt;   - Onde fica o quê? - Os olhos de Ísis brilharam.&lt;br /&gt;   - A montanha russa!&lt;br /&gt;   Eureka! Como ela não tinha percebido isso antes? Estava tão óbvio! A estrela de cinco pontas estava de cabeça para baixo! Montanha + cabeça para baixo = montanha russa! E ela vira naquela mesma manhã a propaganda do parque.&lt;br /&gt;   - Sei sim! Vem comigo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-5177330012910439416?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/5177330012910439416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=5177330012910439416' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5177330012910439416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5177330012910439416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/sis-chegando-ao-parque.html' title='Ísis chegando ao parque'/><author><name>Naiara Morena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05240531959072857892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/__bh5URiELT4/SK_2ukechrI/AAAAAAAAAAM/xRV9aeT9NtY/S220/HPIM3615.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-3153930781592511574</id><published>2008-09-20T20:53:00.003-03:00</published><updated>2008-09-20T20:57:30.811-03:00</updated><title type='text'>Texto da Íres adequado conforme conversamos.</title><content type='html'>Sete horas da manhã. Íris senta-se à mesa primeiro. Naquele último momento de calma, em que todos ainda estão dormindo, tem tempo para folhear o caderno de política e deixar sobre a mesa o restante do jornal, que a casa vai devorar, cada um a sua maneira. A mãe normalmente cata os classificados, o pai confere a página de entretenimentos, pela qual é o editor responsável no plantão noturno do jornal. Íris faz seu leite com Nescau e dá continuidade ao seu ritual de todas as manhãs. Enquanto termina o leite, ouve o grito da mãe:&lt;br /&gt;- Meu Deus, já estou atrasada! – Mais uma vez o despertador não tocou. Dona mariana pula da cama já nervosa com o horário e com o esquecido marido, “que já devia ter consertado aquele maldito despertador!”&lt;br /&gt;- Bom dia meu anjo... – Beija a cabeça da filha, senta-se apressada para empurrar uma grande xícara de café forte e amargo, único item de seu desjejum, rico de eletrizante cafeína, combustível para uma longa jornada em dois empregos estafantes no centro da cidade. – Oi mamãe. Dormiu bem? Cê ta bonita! Nos vamos no cinema amanhã?... – Segue Íris falando desenfreadamente. Ela gosta de aproveitar os poucos minutos que tem com a mãe, que sai muito sedo todos os dias e só volta quando filha já esta dormindo.&lt;br /&gt;- Oh, minha linda! A mamãe esta com pouco tempo. Mas, agente combina o cinema depois... – Levanta-se a mãe enquanto senta-se o pai. Os dois trocam um rápido selinho matinal, antes de a dona Mariana bater em retirada.&lt;br /&gt;Seu Guimarães, como sempre, mesmo tendo chegado do trabalho de madrugada, faz questão de tomar café com a filha, pois não estará em casa quando Íris voltar de seu longo dia de estudante, de suas diversas atividades extracurriculares, como a aula de flauta transversal, natação e do clube de literatura que participa na escola.&lt;br /&gt;- Bom dia princesa. Já leu o jornal todo? – Brinca seu Guimarães, com a mania de leitura de sua estudiosa filha. – Eu ouvi você perguntando sobre o cinema pra mamãe. É que ela esta trabalhando e estudando muito, minha filha. Mas, se ela não puder ir, eu vou, ta bom?&lt;br /&gt;- Tudo bem, Guimarães. Já estou acostumada... – Responde conformada. Íris se lamenta do pouco contato com a mãe nos últimos anos. Guimarães, como é chamado informalmente pela sua princesa, tenta suprir a ausência de Mariana. A condição de ser filha única agrava ainda mais a solidão de Íris, que se afunda nos livros em busca de companhia.&lt;br /&gt;Para passar o tempo e a solidão, Ires inventou um jogo secreto. Ela costuma invadir o computador do seu pai para mexer nos arquivos do trabalho. Faz alterações imperceptíveis nos jogos de ligar pontos e nas palavras cruzadas. Elabora relações entre os desenhos e as palavras de forma a criar mensagens. Na verdade não sabe muito bem o que comunicar e muito menos para quem. Talvez queira apenas chamar atenção. Do pai, da mãe, de alguém... Seja lá quem for. É esse seu jeito meio tímido que a faz ficar isolada. Daí sua cabecinha fica fervendo de idéias malucas. Essa de mandar mensagens em código, na página de entretenimento do jornal da cidade é apenas mais uma de suas novas esquisitices.&lt;br /&gt;Ires esta numa faze estranha de sua vida. Não se reconhece muito bem no espelho, o qual até o momento era seu único e verdadeiro amigo. Com quem costumava conversar por horas, despertando até certa preocupação da família. Mas, seus pais são pessoas tranqüilas. Fora o corre-corre diário da mãe, a vida “morcega” do pai e as excentricidades da filha, os Guimarães são como qualquer família brasiliense de classe média e se amam muito. Porém Íris... Íris tem alguma coisa. Já não consegue prestar atenção a boa parte das histórias de seu pai, falando daqueles “áureos tempos da juventude”, “o seu tempo de ativista político” e sente falta da mãe, que sempre estava trabalhando. Seus dias parecem estar se fechando num ciclo de rotina que não mais a comportava. Íris tem lá seus meios de calar toda essa estranheza que nasce dentro do seu corpo de treze anos, onze meses e imaginação realmente muito fértil.&lt;br /&gt;Na escola as coisas também andam estranhas. Íris até gosta de estudar. Sua matéria preferida é História. Quantas vezes foi à Idade da Pedra, chegou até os maiores confrontos da humanidade, viu os mais belos monumentos, para depois tornar a ver a si mesma, sentada na carteira, como sempre, na primeira fila. Sabe, essas viagens costumavam ir mais longe, parecia realmente que alguma coisa estava acontecendo. Hoje, as duas primeiras aulas quase não passaram. No recreio, aquele alívio, a sala se esvazia e ela é a última a sair. Desembrulha o lanchinho que já traz de casa, come-o quietinha, e vai ao encontro daquelas três meninas ali, com quem ela até conversa, mas não se abre. Está cada vez mais sozinha naquele mundo da escola.&lt;br /&gt;Na aula seguinte, enquanto fazia o exercício de Geometria, lembrou-se dos planetas, das galáxias, do sol, do zodíaco, e se deu conta que seu aniversário estava perto. Já ouvira falar em inferno astral, mas será mesmo? Não sabia o que tinha, mas sentia um vazio, não conseguia mais brincar com a antiga fluidez, previa totalmente seu dia e já se entediava antes de qualquer coisa: quando chegar a casa, vai tirar o uniforme, fará todas as lições, verá as novelinhas e os jornais na TV, jantará alguma coisa sozinha e depois irá para a cama, tentando ficar acordada para receber o precioso beijo de boa noite de dona Mariana, se ela não chegar muito tarde.&lt;br /&gt;Nesse ritmo, passou mais um dia de aula. Sabia que esperaria o ônibus, como sempre, naquela parada, como sempre, e que, no ônibus, estaria o mesmo motorista, como sempre. Íris, indo contra todo aquele “como sempre”, tomou uma decisão que parecia boba, mas que mudou sua vida:- Hoje eu vou pra casa a pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-3153930781592511574?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/3153930781592511574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=3153930781592511574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3153930781592511574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3153930781592511574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/texto-da-ires-adequado-conforme.html' title='Texto da Íres adequado conforme conversamos.'/><author><name>Gaitero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03001816715051091255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3eB6FPQNbM4/SLB5fSZPtFI/AAAAAAAAABU/32AiEEpUKdQ/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-1113466487006984368</id><published>2008-09-14T20:08:00.000-03:00</published><updated>2008-09-14T20:10:31.357-03:00</updated><title type='text'>Texto do Ramiro - Sobre a Íris</title><content type='html'>Sete horas da manhã. Íris senta-se à mesa primeiro. Naquele último momento de calma, em que todos ainda estão dormindo, tem tempo para folhear o caderno de política e deixar sobre a mesa o restante do jornal, que a casa vai devorar, cada um a sua maneira. A mãe cata os classificados, o pai rasga e recorta algumas figuras que ele coleciona. Íris faz seu leite com Nescau e dá continuidade ao seu ritual de todas as manhãs. É só terminar o seu leite que ela ouve tocar o despertador da sua mãe:&lt;br /&gt;- Meu Deus, já estou atrasada!&lt;br /&gt;O pai vai acordando e pedindo logo um beijo da filha, que é única. Quando a mãe sai do banho, praticamente arrumada, o pai, ainda de pijamas, senta-se à mesa preparando um pouco do pão do dia anterior, que ainda estava por ali. Ele ajuda muito, mas como sua profissão é a música, ainda passa por alguns altos e baixos, e não tem como arcar com tudo sozinho, além de trabalhar de madrugada. Já a mãe tem mais de dois empregos e luta para sustentar a casa e os estudos da filha. Às oito horas da manhã, Dona Mariana sai e a filha vai para a esquina com o pai, esperar pelo ônibus.&lt;br /&gt;É uma família tranqüila, se amam muito, mas Íris... Íris tem alguma coisa. Já não consegue prestar atenção a boa parte das histórias de seu pai, falando daqueles “áureos tempos da juventude”, “o seu tempo de ativista político” e sentia falta da sua mãe, que sempre estava trabalhando. Seus dias parecem estar se fechando num ciclo de rotina que não mais a comportava. Íris tem lá seus meios de calar toda essa estranheza que nasce dentro do seu corpo de treze anos, onze meses e imaginação realmente muito fértil. Íris gosta de estudar.&lt;br /&gt;Sua matéria preferida é História. Quantas vezes foi à Idade da Pedra, chegou até os maiores confrontos da humanidade, viu os mais belos monumentos, para depois tornar a ver a si mesma, sentada na carteira, como sempre, na primeira fila. Sabe, essas viagens costumavam ir mais longe, parecia realmente que alguma coisa estava acontecendo. Hoje, as duas primeiras aulas quase não passaram. No recreio, aquele alívio, a sala se esvazia e ela é a última a sair. Desembrulha o lanchinho que já traz de casa, come-o quietinha, e vai ao encontro daquelas três meninas ali, com quem ela até conversa, mas não se abre. Está cada vez mais sozinha naquele mundo da escola.&lt;br /&gt;Na aula seguinte, enquanto fazia o exercício de Geometria, lembrou-se dos planetas, das galáxias, do sol, do zodíaco, e se deu conta que seu aniversário estava perto. Já ouvira falar em inferno astral, mas será mesmo? Não sabia o que tinha, mas sentia um vazio, não conseguia mais brincar com a antiga fluidez, previa totalmente seu dia e já se entediava antes de qualquer coisa: quando chegar a casa vai acordar o pai para irem ao self-service de sempre, voltará pra casa, fará todas as lições, verá as novelinhas e os jornais na TV, jantará alguma coisa com seu pai, que sairá exatamente na hora em que sua mãe chegar, ainda em tempo de dar o “Boa Noite”.&lt;br /&gt;Nesse ritmo, passou mais um dia de aula. Sabia que esperaria o ônibus, como sempre, naquela parada, como sempre, e que, no ônibus, estaria o mesmo motorista, como sempre. Íris, indo contra todo aquele “como sempre”, tomou uma decisão que parecia boba, mas que mudou sua vida:&lt;br /&gt;- Hoje eu vou pra casa a pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-1113466487006984368?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/1113466487006984368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=1113466487006984368' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1113466487006984368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1113466487006984368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/texto-do-ramiro-sobre-ris.html' title='Texto do Ramiro - Sobre a Íris'/><author><name>Juliana Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12100608010189786070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKGOk7Ru0mI/AAAAAAAAABg/YYyQFm1E1Io/s1600-R/Parte.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-1631819119211565993</id><published>2008-09-14T17:47:00.001-03:00</published><updated>2008-09-14T17:51:05.273-03:00</updated><title type='text'>... Mais pitacos.</title><content type='html'>Olá colegas escritores,&lt;br /&gt;na última aula quando discutíamos sobre como e quem seria a amiga/irmã/seiláoque da Zi, que ficou para o Ramiro escrever um capitulo, apresentei a idéia de que elas não  deveriam se encontrar (pelo menos não no começo do livro). Cada uma estaria à procura de uma amiga tal qual a outra seria, mas, as ironias do destino acabariam sempre por impedir um “encontro de verdade”. Lembro que uma colega até lembrou do filme/livro A Dupla Vida de Veronique. Então, até cogitamos que uma seria a sósia da outra... Acho que essa idéia pode ser muito bem desenvolvida. Não precisa ser necessariamente irmã gêmea, mas, pessoas com jeito de falar muito parecido e fisionomia semelhante. Podemos trabalhar a idéia de que as pessoas não olham nos olhos, não prestam realmente atenção uns as outros, principalmente dentro de uma família . Aventei que poderíamos apresentar o contexto existencial da cada uma paralelamente, de forma que em muitos casos elas seriam opostas, porém, ao mesmo tempo seriam complementares, cada uma tendo algo que daria mais equilíbrio e sentido a vida da outra.&lt;br /&gt;Mostraríamos o dia a dia da Zi e da outra e o quanto elas poderiam estar próximas, no entanto, sem se encontrarem. Inclusive uma poderia se passar pela outra em algumas ocasiões sem que seus familiares percebessem, trabalhando o distanciamento das pessoas numa família nos dias de hoje (a outra poderia ficar no lugar da Zi enquanto ela viajava)... Mas, uma coisa é importante, já devemos fazer algumas perguntas para nossos personagens. Coisas como o que ela realmente quer? Qual é o seu drama pessoal? O que ela vai precisar vencer em si ou no mundo para conseguir chegar ao seu objetivo? Normalmente quando estou montando um personagem, essas perguntas me ajudam muito na condução de um roteiro coerente para estória. Isso, inclusive, é outra coisa que poderíamos já ir definindo, pois servirá como cominho e meta para que todos possamos enxergar a estória da Zi de uma forma mais homogênea...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são alguns “pitacos”, apenas como sugestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Gláucio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-1631819119211565993?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/1631819119211565993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=1631819119211565993' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1631819119211565993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1631819119211565993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/mais-pitacos.html' title='... Mais pitacos.'/><author><name>Gaitero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03001816715051091255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3eB6FPQNbM4/SLB5fSZPtFI/AAAAAAAAABU/32AiEEpUKdQ/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-3585942995708870161</id><published>2008-09-11T11:24:00.000-03:00</published><updated>2008-09-11T11:25:02.856-03:00</updated><title type='text'>Começo do livro</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CJULIAN%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Sete horas da manhã. O pai senta-se à mesa por último. Mãe e filhos, já em meio ao espartano desjejum de mingau de aveia, café preto e pão integral, fazem uma pequena pausa e observam o rígido coronel Ventura destrinchar o jornal, em busca do caderno com as notícias sobre política. Em seguida, como faz em todas as manhãs dos dias úteis, passa o restante do diário à prendada esposa, Camile, que saca o encarte com as ofertas de horti-fruti-granjeiros, repassando os outros cadernos para o disciplinado filho Gustavo, que retira para si o caderno de esportes. O restante do jornal é entregue às ansiosas mãos de Ísis, que o folheia rapidamente, em busca da parte da parte de entretenimento, com as palavras cruzadas e, principalmente, com os joguinhos de ligar pontos, sua incontrolável mania, desde que se entende por gente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Eles praticamente não se falam. Não é que a família Ventura esteja brigada ou que tenha feito votos de silêncio, mas a disciplina militar difundida naquele lar organizado, onde cada um sabe suas obrigações e as cumpri assiduamente, proporcionou tal interação entre seus integrantes que dispensa o “frenético tagarelar do dia-a-dia”, como gosta de explicar o Coronel. A única que ainda carece de correção é Isis, que, vez ou outra, teima em compartilhar suas meninices tardias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Hoje de novo! – A garota crava a caneta no pão sobre a mesa e permanece estática, encarando uma reportagem no caderno de turismo. Ninguém repara. Ou, pelo menos, não deixam transparecer interesse pelo arroubo repentino da filha caçula. Como tem acontecido de um ano pra cá, ela já não se contenta em formar os desenhos a partir dos pontos. Desenvolveu um método peculiar de interpretar mensagens escondidas nas matérias, que, segundo Ísis, são destinadas a ela em forma de código, a partir dos pontos contidos nos textos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Por favor, Zi, termine o seu café. – Limita-se a dizer dona Camile, psicóloga de formação, que não vê no devaneio da filha de treze anos, onde meses e imaginação realmente muito fértil algo de mais sério, a não ser a manifestação dos anseios e frustrações adolescentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Mas, é muito claro que algo vai acontecer, mãe! Na matéria sobre viagens de inverno, deu uma estrela de cinco pontas e a mensagem: “Vá para as montanhas”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;– O coronel pigarreou, enquanto se levantava. Era sinal de que não aprovava a conversa. Olhou para Camile com aquele olhar de “A filha é sua”, e deixou a mesa. A mãe terminou o café em seguida e disse, enquanto recolhia a louça: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Você irritou seu pai novamente, filha! Se apresse para não perder o ônibus da escola. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;– Tudo bem, mãe. Falta só a página policial. É a pior! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;– Você não tem jeito, Zi... Resmungou a mãe, caminhando em direção à cozinha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Caraca, guria! Essa tua paranóia tá piorando... – Gargalhou Gustavo, ao mesmo tempo em que saía segurando o último pedaço de pão com a caneta da irmã espetada. Ele também não tinha muita paciência com as histórias dela, mas, “levava de boa”, como costumava dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Zi, como era carinhosamente chamada, não se abatia com a incompreensão familiar. Recortava cuidadosamente a mensagem e arquivava para analises posteriores. Seu método de decodificação era complexo demais e exigia muita atenção, de forma que ela sempre carregava sua pasta de mensagens, para trabalhar nos intervalos entre as aulas, na escola. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;As duas primeiras aulas passaram voando. Mal tocara o sinal da entrada, já batera o do recreio. Isso, na percepção de Zi, que, com tantas coisas na cabeça, realmente não via o tempo passar. Talvez porque nada na aula a interessasse. Embora gostasse de estudar, não se sentia estimulada naquela medíocre “fábrica de robôs”, como gostava de se referir a sua classe de oitava série, cheia de “patrichapinhas” e “mauribombadinhos”, seus mortais inimigos, ou seja, quase todos os colegas. Apenas Demócrito a compreendia. Mas um menino ruivo, com a pele tão sardenta que mais parecia um leopardo de uniforme, e ainda com um nome daquele tipo, não era parâmetro de normalidade e nem de aceitação por parte da galera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;E aê, Zi, qual é a de hoje? – Perguntou Demócrito, depois que os dois sentaram na grama atrás do pátio da escola. – Montanhas, Dedé. Eles querem me ver nas montanhas. – Respondeu a amiga. – Você vai? – Está tudo conforme os planos. – Respondeu. - Saio no dia do meu aniversário. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-3585942995708870161?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/3585942995708870161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=3585942995708870161' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3585942995708870161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3585942995708870161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/09/comeo-do-livro.html' title='Começo do livro'/><author><name>Juliana Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12100608010189786070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKGOk7Ru0mI/AAAAAAAAABg/YYyQFm1E1Io/s1600-R/Parte.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-2638379080432282773</id><published>2008-08-25T12:09:00.003-03:00</published><updated>2008-08-25T12:24:44.359-03:00</updated><title type='text'>Proximidade</title><content type='html'>Eu adorava quando ela dizia "balão". Quando falava isso, parecia que soprava pequenas bolhas. As palavras saíam de sua boca como se deslizassem. Não eram como as palavras de seu pai, como um turbilhão. Mas naquelas horas nada mais importava além de nós duas ali na cozinha, desfrutando daquela cumplicidade distante que poderia haver entre aquele que serve e quem é servido.&lt;br /&gt;          O que mais me agradava em sua companhia era o fato de Marta ser a única que parecia ter algo em comum comigo. A cozinha era meu lugar de trabalho, onde seu pai e os outros compareciam para que eu os servisse. Mas Marta não. Ali ela me contava longas histórias sobre gente desconhecida, enquanto eu apenas observava o modo como ela fazia chá. Aquele chá eu nunca quis provar, mas tenho certeza de que não tinha o mesmo gosto do meu.&lt;br /&gt;          Algumas vezes eu tentei lhe contar alguma coisa sobre minha mãe e o tempo em que estudei, mas nada do que eu dissesse pareceria tão facinante quanto aquelas histórias que eu escutava enquanto sentia o cheiro do chá que se misturava com o gosto da sopa agora fria que eu havia servido para o jantar. Outras vezes eu tentei lhe falar sobre festas que eu não fui e amores que não vivi. Bem, ela podia ser jovem, mas não era tola. Marta apenas sorria um sorriso de quem tenta ou finge acreditar. Ainda que minhas histórias fossem verdadeiras, jamais aquelas palavras soariam como quando Marta as falava. E ali ficávamos nós duas em nossa quase intensa proximidade. Ela me contava detalhes de seu dia sorvendo longos goles de seu chá, e eu me sentia importante por poder escutá-la e sentir aquele aroma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-2638379080432282773?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/2638379080432282773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=2638379080432282773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/2638379080432282773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/2638379080432282773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/proximidade.html' title='Proximidade'/><author><name>Carolina Donato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13859090535898434132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_56LeeWPnGOc/SKtlcojGKCI/AAAAAAAAAAM/UGp1Qciq3V4/S220/Diversas%2520118.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-3638751811978100323</id><published>2008-08-24T14:51:00.000-03:00</published><updated>2008-08-24T14:58:03.299-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sinopse&lt;br /&gt;Era uma vez um milhão de pontinhos correndo para um grande ponto. E o grande ponto esperou que um dos pequenos pontinhos entrasse em si como um girino. E assim foi, e assim se fez Sofia, e cresceu o ventre de sua mãe, “Faça-se a luz!” e a luz se fez e nasceu Sofia.&lt;br /&gt;Ela era uma garota muito esperta e tinha uma obsessão por pontos. Para ela, de dois pontos possíveis podia surgir o amor e quem sabe, milhões de pontinhos, um ponto grande e, enfim, outro nascimento; das sementes de melancia podiam-se fazer um belo colar, bastava ligá-los; de uma simples semente podia surgir uma flor. Adorava ligar pontos para dar sentido à vida e para criar outros universos possíveis. Ficava horas olhando o céu estrelado dando sentido a sua existência e fazendo poesia com os astros. Formigas, palavras, pessoas, pingos dos ii, planetas, átomos, células, tudo para ela eram pontos que construíam o universo. Queria se chamar Demócrita em alusão ao sábio grego que acreditava que todos os seres e coisas eram constituídos de pequenas unidades microscópicas. É claro que seu jogo preferido era o de ligar os pontos, mas ela sempre criava outros pontos e fazia outros desenhos possíveis sobre o desenho original.&lt;br /&gt;Aos doze anos de idade, depois de muitos anos ligados um ao outro, dias, horas e segundos unidos formando o curso do tempo, Sofia, a “Demócrita”, teve uma epifania: teve um sonho no qual o grande espelho de seu quarto refletia sua imagem. Ela viu numa mesma imagem o feto que fora no ventre da mãe, a menina que é, seus traços com 1, 2, 3, 4, 5, 6... anos de idade. Era sua imagem inteira com seus pensamentos dentro da barriga da mãe, fora da barriga da mãe, e o impressionante é que ela conseguiu se ver refletida no futuro, como uma velha sábia, afinal seu nome era Sofia, longos cabelos brancos, muitas rugas e, por fim, um branco infinito, um incompreensível vazio, sem pontos, sem nada. “Estou morta!!!”, ela pensou, foi então que ela se viu nascendo com seu choro muito agudo, o ar descolando seus pulmões, seu choro era tão agudo que o espelho partiu-se um minúsculos pontinhos, eram os pontinhos da sua existência, seu reflexo ficou incompleto, pedaços no chão, rosto quebrado, parte da mão, parte de seu conhecimento esparramou-se, outros cacos ou pontos se perderam, outro pedaço e outro, Sofia tentou em vão juntar os cacos e no seu desespero, olhando para o imenso reflexo multipartido, perguntou-se “Quem sou eu?”. Acordou, acendeu a luz e olhou-se no grande espelho de seu quarto, ligou os pontos para dar o contorno de seu corpo, dois olhos, células, uma miríade de pensamentos, era ela, estava ali inteira,..., será? Não lhe saía da mente as letras Q-U-E-M separadas por um espaço, seguidas das letras S-O-U, separadas por outro espaço e seguidas das letras E-U e um imenso interrogação “?”. Há algum tempo Sofia havia tendo sonhos estranhos e instigantes, passou, então, a ligar dois mundos paralelos: o “Mundo dos sonhos” com seus símbolos, seus pontos, seus seres e o “Mundo Desperto” que era a realidade em que ela vivia com seus muitos pontos de vista. O mundo dos sonhos lhe lançara grandes questões para sua cabeça de menina inteligente. “Quem sou eu?” e a sensação clara e óbvia de que um dia iria morrer. Mas ela não queria morrer, embora soubesse que quanto mais pontos somasse à sua idade, mais pontos distante estaria do ponto de partida que seria seu nascimento e mais próxima estaria do ponto de chegada da morte. “Será que existe mais pontos depois do fim?” pensou e em sua mente apareceram três pontinhos seguidos “...”, aprendera que eram as reticências da vida.&lt;br /&gt;Desde então Sofia entrou numa fantástica viagem de autoconhecimento, em busca de sua identidade. Era uma criança inteligente e sabia que ia morrer um dia e isso a deixava pensativa, ao mesmo tempo em que milhões de perguntas lhe vinham à mente sobre o porquê das coisas terem um fim. “Não pode ser um outro início?” perguntava ela. Pode-se enganar a morte?&lt;br /&gt;Com isso, seus sonhos passaram a ser grandes universos de conhecimento como elos que se ligavam ao mundo do “Acordar” ou “Desperto”.&lt;br /&gt;Nesta jornada Sofia conhece Demócrito, um garoto sardento que não gostava muito de suas pintas. Na verdade, ele gostava das coisas inteiras, não costumava dar atenção aos detalhes pequenos como as estrelas, por exemplo. Ele preferia ver um grande bolo gelatinoso com lugares brilhantes, ou seja, ele via o bolo, mas não os pontilhos, ele via a Ursa Maior, mas não dava atenção aos pontos que formavam o desenho, no mais, ele acreditava que não tinha nascido, muito menos iria morrer, achava que sempre tinha existido, pois não se lembrava de quando tinha nascido e a vida ainda continuava rumo ao infinito. Estava sempre no mesmo e eterno instante “o agora”. Não gostava de pensar em dias, horas, segundos, pois imaginava as coisas “totais”, completas, inteiras,...As grandes diferenças de pensamento uniram os dois, bem, uniram na visão de Sofia, já que para Demócrito ele não entendia muito bem o que era unir, sabia apenas da experiência de estar unido, e só. Sofia se perdia em devaneio e imaginação, fazendo infinitos desenhos com as sardas de Demócrito e, enquanto este não suportava o próprio nome, ela dizia “Você tem o nome mais bonito que eu queria pra mim!”.&lt;br /&gt;Foi assim que os dois partiram nesta jornada de autoconhecimento em que muitos outros personagens haveriam de passar por suas vidas, “Au, au!” concordava e se animava Pingo, o chachorro de Sofia, que não era um dálmata como queria ela, pois ele tinha uma só e esquisita cor que não existia na palheta de cores do universo. Como pode? Um cachorro com uma cor que não existe? Enfim, lá foram Demócrito, que não queria se chamar Demócrito, Sofia, a “Demócrita”, Pingo,...rumo às respostas para perguntas quase impossíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-3638751811978100323?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/3638751811978100323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=3638751811978100323' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3638751811978100323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3638751811978100323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/sinopse-era-uma-vez-um-milho-de.html' title=''/><author><name>Gil Roberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09398212573987013000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-3716802345712405630</id><published>2008-08-22T21:42:00.002-03:00</published><updated>2008-08-22T21:44:50.049-03:00</updated><title type='text'>Sinopse - Aprendendo a viver</title><content type='html'>Imagine-se vivendo em uma mansão, tendo tudo que sempre quis, e levando uma vida sem preocupação. Assim, vive Penny, em um mundo de contos de fada. Sua vida passa por uma drástica mudança, ao ver toda a fortuna de sua família chegar ao fim. A nova casa, a nova escola, uma nova maneira de viver e juntamente com esta, uma nova maneira de ver a vida. A história se baseia em uma jornada de autoconhecimento e a busca da verdadeira felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-3716802345712405630?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/3716802345712405630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=3716802345712405630' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3716802345712405630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3716802345712405630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/sinopse-aprendendo-viver.html' title='Sinopse - Aprendendo a viver'/><author><name>Juliana Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12626200551625708737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-5027341009145673867</id><published>2008-08-22T20:59:00.001-03:00</published><updated>2008-08-22T21:05:35.000-03:00</updated><title type='text'>Um mau sinal</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Havia dezessete gatos vivendo no apartamento de H&lt;/span&gt;elen. Ela não sabia mais o que fazer. Cada vez, que um de seus gatos pretos morria, apareciam dois em seu lugar. Tudo começou quando aquele gato estranho apareceu em seu apartamento, à primeira sensação foi de medo, afinal, pensou ela, o que aquele bichano, sinônimo de azar, fazia ali. Tentou se livrar dele, mas ele sempre voltava. Foi quando de repente, em um último ato de desespero, ela resolveu matar o gato preto. A sensação de horror e de alívio tomou conta dela naquele momento. No outro dia ao levantar, entrou em pânico ao ver em frente à porta do seu quarto dois gatos pretos.&lt;br /&gt;Foi assim, que depois de um mês, Helen havia adquirido 17 gatos, dos quais, ela não conseguia se livrar. &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;E aí, na sexta-feira seguinte, Helen fez as malas e planejou a fuga&lt;/span&gt;. Precisava se livrar da presença incomoda daquelas criaturas, nem que para isso precisasse abandonar seu apartamento. Aquela situação não podia continuar. Fugiu para bem longe, para nunca mais voltar. Passando-se um ano do ocorrido, não conseguia ainda parar de pensar na perseguição que havia sofrido. Foi quando no meio de suas lembranças sombrias, ela enxergou &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;uma mancha preta na parede&lt;/span&gt;, que tinha o formato de um animal assustador. Seu coração começou a palpitar, e ao mesmo tempo &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;uma sensação de um tecido de veludo lentamente escorregando dos ombros&lt;/span&gt; tomou todo o seu ser. Ela não podia mais agüentar.  Estava louca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-5027341009145673867?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/5027341009145673867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=5027341009145673867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5027341009145673867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/5027341009145673867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/um-mau-sinal.html' title='Um mau sinal'/><author><name>Juliana Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12626200551625708737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-3139891321977185390</id><published>2008-08-21T21:45:00.005-03:00</published><updated>2008-08-22T22:16:46.729-03:00</updated><title type='text'>Ele, o pai e elas</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Ele sentou-se no meio da rua e começou a chorar&lt;/span&gt;. Tudo o que desejava era não ter estado ali e nem ter ouvido o que ouviu. Como era possível?&lt;br /&gt;  A &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;foto datava de 1945&lt;/span&gt; e na lembrança só lhe vinham as conversas com o pai sobre a &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;maneira peculiar que Ela tinha de preparar o chá&lt;/span&gt;. Como poderia aquilo tudo ser verdade?&lt;br /&gt;  Ele enxuga as lágrimas e chama um táxi. Ajeita a pequena mala no banco traseiro e se senta ao lado. Lágrimas ainda lhe percorrem o rosto enquanto diz:&lt;br /&gt;  - Para o aeroporto por favor.&lt;br /&gt;  O motorista puxa assunto e vez por outra Ele responde com um monossílabo qualquer, mas seu pensamento está distante, repassando diversas vezes a cena que vivera momentos atrás:&lt;br /&gt;  - Lamento que você tenha descoberto tudo dessa maneira... não era para ser assim... me perdoe!&lt;br /&gt;  A luz forte do aeroporto interrompe seus pensamentos perdidos e Ele desce do carro. Paga o táxi e vai em busca de seu destino.&lt;br /&gt;  - 1945... - repete ele baixinho - como é possível que fosse Ela?&lt;br /&gt;  - Existem muito mais verdades na vida do que as em que estamos dispostos a acreditar. - fala uma voz por cima do ombro Dele.&lt;br /&gt;  - Pai?! Mas... o que você está fazendo aqui? Como sabia onde me encontrar?&lt;br /&gt;  - Ela me ligou chorando quando você saiu, imaginei que estaria aqui. Fugindo! Como sempre...&lt;br /&gt;  - Então você sabe porque... Você sabia o tempo todo?&lt;br /&gt;  - Desculpe, mas como é que eu ia te contar? Você estava feliz, Ela estava feliz... para que saber?&lt;br /&gt;  - Mas como?&lt;br /&gt;  - Eu a reconheci. Ela e sua avó eram muito amigas. Ela teve que me contar.&lt;br /&gt;  - Isso não pode estar acontecendo... eu tenho que ir.&lt;br /&gt;  - Espere! Deixe-me explicar...&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;    O avião estava atrasado duas horas&lt;/span&gt; e mesmo assim o pai não parecia se aproximar de uma conclusão.&lt;br /&gt;  - Então Ela se apaixonou por mim quando eu a atendi no hospital? Mas Ela estava delirando! A beira da morte!&lt;br /&gt;  - Sim, mas foi só aí que Ela pôde reconhecê-lo! Só então Ela o identificou... sua alma gêmea!&lt;br /&gt;  - Isso é ridículo. - disse Ele, articulando bem os lábios como se seu pai os tivesse lendo.&lt;br /&gt;  - Não seja cético meu filho! Dê uma chance a você mesmo e ao sentimento que cresce no seu peito! Vocês querem ficar juntos e...&lt;br /&gt;  - Pai, Ela morreu!&lt;br /&gt;  - Mas voltou! Jovem, bonita e... e o chá que Ela faz? Igualzinho ao da sua avó...&lt;br /&gt;  - Escuta o que você está falando! Essa mulher tem 95 anos! E está morta! Isso é impossível! E você está a duas horas falando, mas não disse nada!&lt;br /&gt;  Nesse momento parece que o pai perde a cabeça e por um instante parece não pensar no que diz:&lt;br /&gt;  - Você não conhece a Morte! - As palavras do pai ecoam no ar... Ele, que já estava de costas, vira-se novamente e não acredita no que ouve.&lt;br /&gt;  - Você não conhece a Morte! - repete o pai com os olhos arregalados. - Você não a conhece! Linda, carinhosa, de vermelho... a Morte não é como dizem. - mais calmamente o pai continua - ela é colorida e tudo ao seu redor também fica quando ela se aproxima... parece... parece um anjo! Mas seu olhar profundo não deixa esconder quem ela realmente é. - neste momento o pai olha para baixo e parece buscar coragem para emitir a próxima frase:&lt;br /&gt;  - Eu também voltei... Por você. Por sua mãe. Milagres não existem. O que existe é o amor... e a Morte.&lt;br /&gt;  - Mas... mas como?&lt;br /&gt;  - Não dá para explicar... isso é entre você e ela. Entre cada um de nós e ela.&lt;br /&gt;  - Tá bom, pra mim já chega. Isso tudo é demais para a minha cabeça. Eu vou embora.&lt;br /&gt;  - Então você vai deixa-La sofrer por uma vida inteira outra vez?&lt;br /&gt;  Ele emudeceu. Seus olhos novamente se encheram de lágrimas. Ele olhou o pai com carinho, como se assim pudessem se comunicar, secou o rosto e partiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-3139891321977185390?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/3139891321977185390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=3139891321977185390' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3139891321977185390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3139891321977185390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/ele-o-pai-e-elas.html' title='Ele, o pai e elas'/><author><name>Naiara Morena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05240531959072857892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/__bh5URiELT4/SK_2ukechrI/AAAAAAAAAAM/xRV9aeT9NtY/S220/HPIM3615.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-2279072286238390263</id><published>2008-08-20T16:53:00.004-03:00</published><updated>2008-08-20T17:32:18.821-03:00</updated><title type='text'>Sinopse 3</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2126/2360478651_053db481ba.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Havia uma cidade bege, que há muito tempo perdeu o gosto de infância. Lá, por algum motivo desconhecido, as brincadeiras e jogos de diversão foram desaprendidos. Peão, boneca, bola de gude, tudo ou foi encaixotado ou virou peça de museu e enfeite. Ninguém sabia se fora proibido, mas não se falava sobre. Um dia, porém, aconteceu de um enorme e colorido parque de diversões aproximar-se da cidade e por ali permanecer. De maneira sorrateira e/ou escondida, com a ajuda de um garoto que viaja e reside no parque, essas crianças (re) descobrem o lado lúdico e a utilizar a imaginação. O que para esse garoto era trivial e desinteressante, para outros desconhecido e proibido, passa a ganhar novos tons e significados para todos; até o final, mesmo os adultos e a cidade sofrem bruscas mudanças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-2279072286238390263?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/2279072286238390263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=2279072286238390263' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/2279072286238390263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/2279072286238390263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/sinopse.html' title='Sinopse 3'/><author><name>Um catador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_3DahWQKU8c8/SGpnlu9G9PI/AAAAAAAAADA/OV_Jry01mw0/S220/Baianidade.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-1241627653609019026</id><published>2008-08-20T16:15:00.002-03:00</published><updated>2008-08-20T16:28:37.636-03:00</updated><title type='text'>O Casarão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Ali estava eu, em pé, quando tudo o que mais queria era fazer algo proibido.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Era a mesma sensação, de quando criança, me levava de volta aquele tempo. A ordem que havia na arrumação da sala me dava aquela antiga inquietação nas pernas, mostrava o tanto que as crianças dali haviam crescido.&lt;br /&gt;Quartos, sala, móveis, sofás, televisão. &lt;strong&gt;O avião havia atrasado mais de 2 horas&lt;/strong&gt; e eu, recém chegado do aeroporto, ainda não me sentia a vontade soltar a mala e sentar no sofá que tantas vezes foi meu forte, meu submarino. &lt;strong&gt;A mancha no canto da parede&lt;/strong&gt; quebrava a rigidez em que a casa se encontrava e me fez rever todas aquelas galáxias e constelações que via entre os tons de cinza e preto, naquela mancha que mais parecia com um buraco nego dentro daquele pequeno universo doméstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me espanto agora com o tanto que uma vida, por minúscula que seja, é capaz de enraizar várias outras ao seu redor, e vovô fazia isso. Sua casa era mundo, um mundo que vejo agora tão fraquinho como suas pernas. Aquele velho, que na minha memória era apenas tosses, resmungos e&lt;strong&gt; choros no quarto ao lado&lt;/strong&gt;, que andava quase sem vida há anos, mantinha unido os frágeis elos daquela família de minha infância. Sua enfermidade, seu ocilar entre a vida e a morte prendia todos às suas funções e a casa tornava-se algo vivo que se movimentava enquanto eu, pequeno, dormia e acordava ao longo dos dias, fazendo parte de seu ciclo, mas alheio a tudo isso.&lt;br /&gt;Agora vejo como tempo é parado. A casa é sem vida. Vejo meu apressado retorno ao Casarão, devido a morte de meu avô, como uma viagem sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-1241627653609019026?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/1241627653609019026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=1241627653609019026' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1241627653609019026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/1241627653609019026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/o-casaro.html' title='O Casarão'/><author><name>Rami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15285856651112442696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-4651765241496520828</id><published>2008-08-20T15:24:00.005-03:00</published><updated>2008-08-21T00:26:40.792-03:00</updated><title type='text'>Proposta de União das Sinopses</title><content type='html'>Era uma bela manhã de domingo quando Sofia acordou e, como fazia todas as manhãs, parou em frente ao espelho e se contemplou. Sempre ficava assim, por horas a fio a pentear os longos cabelos negros a pensar em sabe-se lá o que...&lt;br /&gt;  -Espelho, espelho meu... Existe alguém no mundo mais bela do que eu?&lt;br /&gt;  - Não, não - respondia ela mesma engrossando a voz - tu és a mais bela!&lt;br /&gt;  Mas naquele dia foi diferente.  Não por  algo grande ou uma mudança drástica, até porque a mudança de destino da gente acontece pela junção de pequenos acasos e nessa história de não foi diferente...&lt;br /&gt;De repente Pelézinho pula em cima da cômoda e grita "Miau!!!!" com toda a sua força de gato. No susto, Sofia se vira bruscamente e joga o amado espelho no chão.&lt;br /&gt;  -Não!!!&lt;br /&gt;  Tarde demais... havia caquinhos por todos os lados espalhados em seu quarto.&lt;br /&gt;  Depois de alguns segundos para recobrar o ar, ela se ajoelha e pacientemente reúne pedacinhos de seu melhor amigo... seu único amigo... Que tragédia! Toda a magia daquelas manhãs, todas as histórias que ela e o espelho compartilhavam, estava tudo acabado! Não... não poderia ser assim. Devia de haver uma saída. Junta daqui, prende dali... mas não consegue encaixar!         Ficam faltando alguns caquinhos e sua imagem, antes de princesa de um reino lindo, agora é deformada e triste... mais parecida com a de uma bruxa de um outra história qualquer.&lt;br /&gt;  Sai para buscar cola. Mas quando volta algo de peculiar mudaria sua vida para sempre: O espelho sumira! Mas como? Havia menos de 2 min que deixara o quarto! Olhou em cima da estante, atrás do armário e até embaixo do prato de comida de Pelézinho a procura dos pontinhos, que agora era tudo o que o espelho representava, mas não encontrou nada. Nem os mais pequenininhos, aqueles que viraram mesmo pó. Não os encontrou.&lt;br /&gt;  Sofia tinha apenas 12 anos quando sua jornada começou... Sua busca pela imagem perdida naqueles pontinhos todos. Como se fosse possível, com o passar do tempo e da intensidade de sua busca, parece que passou a enxergar tudo assim, em pontinhos... Qualquer um que encontrasse já lhe atiçava o espírito. Fosse o que fosse! Bola de gude,  jabuticaba,  estrela e até ponto final!  Todos aqueles pontinhos que podia ligar com o lápis naqueles joguinhos de jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pra frente em sua busca pelos pontos, ela encontra o menino sardento e várias outras mulheres com algo em comum: Todas elas têm um pedaço de espelho. Seja no brinco, no pingente, no cabelo, na mochila ou como decoração de alguma coisa. Maiores ou menores pedaços. Essas mulheres são de idades diferentes e têm uma característica muito forte. Ex.: uma é gorda e come pizza três refeições por dia, outra é jogadora profissional de futebol, bete embaixada até no chuveiro etc. Todas extremamente exageradas em um ponto só.  E na verdade essas são coisas que Sofia gosta. Como se fossem as partes dela que desintegraram com o espelho e "declararam independência" para constituir uma pessoa só. Por isso cada uma delas carrega um pedaço do espelho, é como se correspondesse a parte de Sofia que ela representava.&lt;br /&gt;Deu pra entender???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-4651765241496520828?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/4651765241496520828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=4651765241496520828' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4651765241496520828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4651765241496520828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/proposta-de-unio-das-sinopses.html' title='Proposta de União das Sinopses'/><author><name>Naiara Morena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05240531959072857892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/__bh5URiELT4/SK_2ukechrI/AAAAAAAAAAM/xRV9aeT9NtY/S220/HPIM3615.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-4490647839613872766</id><published>2008-08-19T23:10:00.004-03:00</published><updated>2008-09-01T22:33:13.896-03:00</updated><title type='text'>Pontos, Pintas, Sardas, Estrelas, Ponteiros, Poeira, ...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwEp3IwYbI/AAAAAAAAACI/MLNUnAMC_AQ/s1600-h/675437449_69d3c43e4d.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236565583946867122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwEp3IwYbI/AAAAAAAAACI/MLNUnAMC_AQ/s320/675437449_69d3c43e4d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;www.google.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ísis sempre adorou seu nome, só se aborrecia quando esqueciam os pingos nos &lt;em&gt;ii&lt;/em&gt;, isso porque ela era uma garota apaixonada por pontos. Antes de começar a escrever, seu jogo favorito era o de ligar os pontos, ficava maravilhada como aqueles pontos podiam virar um desenho, e o melhor, ela era a criadora desses desenhos. Por isso não é difícil imaginar que Ísis, quando adolescente, tivesse o sonho de virar astronauta, desejo fundamentado na idéia de que ela amava observar as constelações no céu, como se as estrelas fossem pequenos pontos, ela sabia identificar com facilidade Escorpião, Ursa Maior, Cruzeiro do Sul; todos ficavam admirados. Ísis sempre foi assim: encantada com os pontos-cruz de sua vó, com os caroços da melancia, com o formigueiro, com grãos diversos; sempre montava os mais absurdos desenhos com a junção desses. Tudo mudou quando Ísis conheceu Otávio, um menino com muitas sardas. Ísis se apoixonou pelo rapaz: a infinidade de pontos que ela pode ligar! Todavia, as pintas de Otávio não duram para sempre: por causa de um leve Vitiligo, as pintas vão sumindo com o tempo. Quando Ísis descobre essa peculiaridade de Otávio, ela não tem mais como formar seus desenhos, eles não são mais fixos. Ela descobre, então, que a inconstância dos desenhos formados, a incerteza de que aquele ponto estará ali amanha ou não é o que trará a ela a sua maturidade. Com a incerteza, a dúvida surge; primeiro vem o medo e a negação e só depois a compreensão. Só depois Ísis passa a realmente conhecer Otávio e percebe que antes ele fora apenas um ponto (apesar das infinitas pintas), e depois ele passa a ser uma infinidade de coisas, das quais ela aprende a gostar. Percebe que ele era o seu espelho, um espelho partido e imperfeito, talvez, mas um espelho que dizia o que ela era e não o que ela refletia para os outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-4490647839613872766?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/4490647839613872766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=4490647839613872766' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4490647839613872766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4490647839613872766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/pontos-pintas-sardas-estrelhas.html' title='Pontos, Pintas, Sardas, Estrelas, Ponteiros, Poeira, ...'/><author><name>Dani Marinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_9VTgx4Gfpg4/Srf86wIZU9I/AAAAAAAABzw/3a2_9h3dN-Y/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwEp3IwYbI/AAAAAAAAACI/MLNUnAMC_AQ/s72-c/675437449_69d3c43e4d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-4584012777636423698</id><published>2008-08-19T22:58:00.005-03:00</published><updated>2008-08-20T08:54:05.882-03:00</updated><title type='text'>Sinopse - Espelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwFwiWBBPI/AAAAAAAAACQ/jqT3K9e2H7o/s1600-h/2006022804_The_Dangerous_Liaison_magritte18q.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwFwiWBBPI/AAAAAAAAACQ/jqT3K9e2H7o/s320/2006022804_The_Dangerous_Liaison_magritte18q.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236566798136050930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;www.google.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Celina quebra o espelho da casa. Ao se aproximar dele, percebe sua imagem fragmentada e resolve juntar as partes como num quebra-cabeça. Curiosamente, faltam pedaços de seu rosto no espelho. Teriam sumido suas partes? Celina sai pelo mundo a procura de si e acaba descobrindo mais do que imaginou encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília e Priscilla.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-4584012777636423698?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/4584012777636423698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=4584012777636423698' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4584012777636423698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4584012777636423698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/sinopse-espelho.html' title='Sinopse - Espelho'/><author><name>Pri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ccopF_jr7J4/SKNgq7eA38I/AAAAAAAAAI0/Zs2ujk6mpeQ/s1600-R/Casamento%2BMarina%2B101.jpg..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwFwiWBBPI/AAAAAAAAACQ/jqT3K9e2H7o/s72-c/2006022804_The_Dangerous_Liaison_magritte18q.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-6821064817671276917</id><published>2008-08-19T08:35:00.002-03:00</published><updated>2008-08-19T08:36:22.110-03:00</updated><title type='text'>Diálogos</title><content type='html'>Espaço para avisos, recados e afins.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-6821064817671276917?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/6821064817671276917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=6821064817671276917' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6821064817671276917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6821064817671276917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/dilogos.html' title='Diálogos'/><author><name>Juliana Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12100608010189786070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKGOk7Ru0mI/AAAAAAAAABg/YYyQFm1E1Io/s1600-R/Parte.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-7160597983345186741</id><published>2008-08-18T11:43:00.003-03:00</published><updated>2008-08-20T08:59:27.173-03:00</updated><title type='text'>Menino-Balão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwG-SuWcNI/AAAAAAAAACY/5pT9aAXMcfM/s1600-h/balao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwG-SuWcNI/AAAAAAAAACY/5pT9aAXMcfM/s320/balao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236568133972947154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem em&lt;span style="font-style: italic;"&gt; www.google.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;      &lt;br /&gt;Eu adorava quando ela dizia “balão”. Ao fazer isso, parecia que soprava pequenas bolhas.&lt;/span&gt; Eu ficava a repetir “balão, balão, balão” numa tentativa desesperada de ouvi-la novamente dizer aquela palavra, queria que o ambiente se inundasse com pequenas bolhas. Todavia, ela entendia a repetição como um pedido. Muitas vezes se irritava e eu ficava muito tempo sem ver balões e bolhas. Mas na maioria das vezes eu ganhava um balão, cada vez de um tipo variado: enrolados em forma de bicho, os que escapam das mãos e somem no céu, os que cheiram demais, os que brilham, os com formas conhecidas e desconhecidas.&lt;br /&gt;     Mas de todos os balões o que mais me encantava era o que carregava gente. Com cores impressionantes e demasiadas, o balão queria roubar a beleza do céu, uma maldade. E fazia o sonho de voar verdadeiro; contudo, era um voar tal qual devaneio, sem direção, levado pela inércia dos pensamentos.&lt;br /&gt;     Talvez pensasse em vôo por conta do aeroporto. Estávamos esperando a nossa hora no saguão, o&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; avião já estava atrasado duas horas&lt;/span&gt;. Ela, mesmo impaciente, comprara um balão em formato de águia para mim. Mas eu não estava contente, eu mostrava o balão e ela apenas resmungava, não repetia a tão desejada palavra. E eu esperava ansioso que as bolhas invadissem aquele saguão e me fizessem companhia. Mas imaginava que quando elas saíssem de sua boca logo encontraria um lugar para se espetar, afinal o local estava lotado de caras agudas.&lt;br /&gt;     Chateei-me com os seus resmungos e fui me perder entre as caras agudas, sempre preocupado com a fragilidade do balão. Fui cuidadoso e esquivei-me bem das farpas que as pessoas soltavam, a impaciência salta fagulhas que contaminam as pessoas, imaginei que elas também feririam meu balão.&lt;br /&gt;     Nesses caminhos e descaminhos que fazia no saguão fui atraído por um cheiro que me era muito familiar, lembrei-me do &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;final de semana que passamos em Itacaré. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;E&lt;/span&gt;le também estava lá, o cheiro azedo e levemente adocicado que minha mãe exalava era cheiro de felicidade. Quando ele sumiu, nunca mais senti esse cheiro. Estava perdido nas lembranças confusas e quando acordei me deparei com uma vendedora, que entregava mostras de &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;perfume&lt;/span&gt;. Ali&lt;/span&gt; o cheiro azedo e suave com gosto de casa, Itacaré, felicidade e dele num frasco na mão de uma estranha.&lt;br /&gt;     Meu balão estourou, não tinham bolhas para me confortar. O mundo na ausência de minha mãe era cinzento e cheio de espinhos. Pensei se eu podia estourar assim como meu balão, eu não queria estourar, chorei. E as pessoas à minha volta estavam confusas e eu não queria que elas chegassem perto de mim porque eu tinha medo de estourar. Só consegui me acalmar quando vi a primeira bolha a despontar entre aquelas caras estranhas que vitimaram meu balão. Lá veio ela com suas bolhas na boca a dizer “ali o balão, ali o balão, ali o balão”. Fiquei, então a admirar as bolhas; enfim, o conforto dela, das bolhas que saiam de sua boca por causa de balões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-7160597983345186741?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/7160597983345186741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=7160597983345186741' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/7160597983345186741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/7160597983345186741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/menino-balo.html' title='Menino-Balão'/><author><name>Dani Marinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_9VTgx4Gfpg4/Srf86wIZU9I/AAAAAAAABzw/3a2_9h3dN-Y/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwG-SuWcNI/AAAAAAAAACY/5pT9aAXMcfM/s72-c/balao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-8191118074378442170</id><published>2008-08-15T19:13:00.003-03:00</published><updated>2008-08-20T09:05:27.941-03:00</updated><title type='text'>"...eu e ela, nós no banheiro..."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwH661Sb7I/AAAAAAAAACg/vzdY98dvmpI/s1600-h/gatinhos_filhotes_gatos_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwH661Sb7I/AAAAAAAAACg/vzdY98dvmpI/s320/gatinhos_filhotes_gatos_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236569175531614130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;www.google.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Havia dezessete gatos vivendo no apartamento de Hilda.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; Ao mesmo tempo em que percebia sua dedicação a eles, era difícil acompanhar esta adoração exacerbada. Os amigos que ali estavam não compartilhavam tal gosto. Elisa estava submersa em seus espirros, enquanto Larabel sentia ânsias.&lt;br /&gt;Apeguei-me a três pequenas gatinhas que estavam na banheira quando necessitei ir à toalete, havia duas semanas que tinham nascido. Assustei-me ao encontrá-las em local tão inusitado, mas em cada cômodo do apartamento de Hilda havia um telefone e no mínimo, três gatos, além de inúmeras estantes com livros bem coloridos, quase preenchendo todas as paredes. Quanto a Hilda,&lt;em&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;bem, ela podia ser jovem, mas não era tola!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Adorava entreter-se com o ambiente que estava. Quando parava em frente a uma estante, não saía enquanto não devorasse pelo menos cinco livros, o primeiro escolhido era sempre de poesias, os demais, o que o momento lhe despertasse. Caso alguém a telefonasse, atendia ali mesmo, sem sair do lugar, pois para cada cômodo, como já disse, havia um telefone, cada um de uma cor diferente.&lt;br /&gt;Das três gatinhas a que me chamou mais a atenção foi a preta, a qual tinha um rabo quebrado. No momento que entrei, ela saiu da banheira e num pulo, estava nos meus pés, como estava de calça com barra larga, a danada começou a subir pelas minhas pernas, senti cócegas e num movimento incômodo e talvez excitante, comecei a dançar, eu e a gata, nós no banheiro.&lt;br /&gt;Passada meia hora, voltei a mim, lavei o rosto, lavei as mãos e o sabonete era em forma de rosa, antes de sair coloquei a gata na banheira, em seguida toquei na rosa e lavei novamente as mãos.&lt;br /&gt;O corredor era largo, o apartamento era antigo, paredes infiltradas, odor forte, era frio. Ao final do corredor, antes de retornar à sala, percebi &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;em&gt;uma mancha na parede&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;,&lt;/span&gt; num único filete de parede sem livros. Hilda com certeza havia colado ali diversas figuras e em seguida rasgado várias delas para outras serem coladas, havia nesta imagem uma confusão de movimentos delineados pelos rasgos e colagens e, neles, percebi nossa dança, havia um recorte com uma rasgadura semelhante à silhueta da gata e os espaços ao seu redor, eram as minhas pernas. Lembrei da dança. Lembrei dela. Corri, voltei ao banheiro e ela não mais estava lá. O que havia acontecido?&lt;br /&gt;Abri os armários abaixo da pia, de repente, num pulo, ela alcançou meu pescoço e numa leveza, como &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;a sensação de um veludo lentamente escorregando dos meus ombros&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, surgiu em minhas mãos. A levei para a sala e me despedi de Hilda e os demais.&lt;br /&gt;Passei cinco meses sem visitá-la, nos revimos no meu vigésimo terceiro aniversário, Hilda chegou com uma caixa verde com fitas douradas e, vestida com um gracioso cachecol preto, caminhou em minha direção, deu-me um beijo, abriu a caixa e a minha bailarina ali estava. Hoje, há vinte gatos em meu apartamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-8191118074378442170?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/8191118074378442170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=8191118074378442170' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/8191118074378442170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/8191118074378442170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/eu-e-ela-ns-no-banheiro.html' title='&quot;...eu e ela, nós no banheiro...&quot;'/><author><name>Cecigarre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10212134340590095469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_i75iam54t60/SKX8hfBWCGI/AAAAAAAAAA8/dGBp075panM/S220/sexta+feira13+071.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKwH661Sb7I/AAAAAAAAACg/vzdY98dvmpI/s72-c/gatinhos_filhotes_gatos_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-6406664833987576412</id><published>2008-08-14T20:43:00.002-03:00</published><updated>2008-08-14T21:47:03.758-03:00</updated><title type='text'>"Eu adoro chapéus"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKTR3spLWVI/AAAAAAAAACA/8NwvcUxQn6E/s1600-h/256996415_b612fb87db.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Isso foi o que disse Orlando antes de matar sua amada. Ficou por algum tempo contemplando a mulher ali caída sobre a cadeira. Os olhos dele guardavam o incompreensível, as lágrimas, o amor, a dor, o tempo suspenso, o cheiro agridoce da loucura. Os olhos dela foram perdendo o imenso brilho até se tornarem dois órgãos opacos, sem ninguém dentro. Ele relembrou, numa mistura de curiosidade e desespero, sobre o pacto que validara seus atos. Matara Isadora no ápice de seu amar. Matara ou libertara? Se naquele instante o cadáver pudesse dizer algo teria dito “Dança comigo!” e então eles teriam dançado, pois se um morto pode dizer algo, possivelmente, pode dançar algo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textosimples" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textosimples" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Faziam dez anos que Isadora estivera numa prisão, sobrevivendo sobre uma cadeira de rodas, sem os movimentos suaves de sua arte, sem a desenvoltura de um corpo que desenhava perfumes no ar. Ela amava dançar. Ao pactuar com Orlando, ela bem sabia que por trás dos possíveis e premeditados atos dele estava a polpa de seu desejo, um portal pelo qual haveria de atravessar, movendo suas doces pernas, o quadril delicado, poderia, enfim, fazer poesia com seus giros e cabelos flutuantes, sem o fardo de existir. Bem, ela podia ser jovem, mas não era tola. Era isso mesmo o que ela queria para viver: morrer. Então, poderia criar. Dançar. Orlando consentiu e se consumiu em seus pensares e pesares. Bang! Bang!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textosimples" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textosimples" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Ele, que muito a amava, sorriu e chorou e ajeitou o chapéu na cabeça dela, pois comprara para a despedida e para a dignidade dela e para a estética de uma morte trágica. Bang! Bang! Assassino e libertador, ele se tornaria mártir de seu amor. Apesar de, até ali, tudo ter acontecido como o planejado, as palavras certas, o tom exato, os dois disparos, algo incontrolável e preocupante vibrou dentro dele. Havia preparado as palavras mais belas sobre o amor universal e seus sentimentos sagrados de amante, preparara com muito esmero e precisão aquele epílogo de versos, sem isso, nada daquilo teria valido a pena. Nada! Porém a emoção do fato consumado arrebatou-lhe como num êxtase, as manchas de sangue no vestido dela embaralharam sua memória e o silêncio absurdo que ali se instalou causou-lhe engulho. Lembrou-se do forte cheiro azedo de vômito, que ocorrera em situações semelhantes. Seus olhos tornaram-se desconcertados, suas mãos tremiam e não conseguia dizer absolutamente nada. Nada!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textosimples" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textosimples" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Vislumbrando o abismo à sua frente, à flor dos nervos, quase babando, a iluminação começou a baixar, ao que ele, bradando, arrancou o chapéu do cadáver, colocou-o em sua cabeça e gritou como um bufão “Eu adoro chapéus! Eu adoro chapéus!...”. Como um pobre enlouquecido, ingênuo e feliz, disse quase num sussurro “Eu adoro chapéus!”, disse de forma pequena, terna e profunda “Eu adoro chapéus”. A luz foi-se apagando, ouviu-se os passos dele em disparada para as coxias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textosimples" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textosimples" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Jorge nem precisou voltar para os aplausos começarem, pois dos bastidores ele ouviu a enérgica resposta do público. Voltou, sem o fardo do personagem, para olhar a multidão saciada à sua frente, uma constelação de olhos que oferendavam seu brilho para aquele ritual humano. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-6406664833987576412?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/6406664833987576412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=6406664833987576412' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6406664833987576412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/6406664833987576412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/eu-adoro-chapus.html' title='&quot;Eu adoro chapéus&quot;'/><author><name>Gil Roberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09398212573987013000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKTR3spLWVI/AAAAAAAAACA/8NwvcUxQn6E/s72-c/256996415_b612fb87db.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-4441911801535380273</id><published>2008-08-13T13:46:00.004-03:00</published><updated>2008-08-13T19:00:58.088-03:00</updated><title type='text'>Chapéu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKM943d0EwI/AAAAAAAAAB4/bE7gAQTNB2w/s1600-h/0043.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKM943d0EwI/AAAAAAAAAB4/bE7gAQTNB2w/s320/0043.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234095239105614594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem em&lt;span style="font-style: italic;"&gt; www.google.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;''Eu adoro chapéus''. Isso foi o que disse Clara antes de matar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Beto&lt;/span&gt;. Não temeu olhar pra trás após ter deixado o corpo estendido. Tentou rezar por pena, mas já esquecera a segunda parte do pai nosso. Apenas parou e admirou seu chapéu, era o que lhe dava pose, trazia-lhe magia.&lt;br /&gt;Matar não fazia parte de seus planos, mas nada e nem ninguém a impediria de chegar longe, aonde sempre soube que viveria; afinal o tempo de tristeza não existia mais.&lt;br /&gt;Clara estava satisfeita consigo, apesar de sentir uma certa angústia. Bebeu um copo d'água e sentiu o gosto do antigo perfume de sua mãe. Isso a balançou um bom tanto, não conseguia fugir de lembranças e sabia que apenas elas poderiam impedi-la. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Trêmula&lt;/span&gt;, caminhou até a cozinha, onde na maior parte do tempo via a mãe. Pensava no modo como cantava, sorria e até mesmo na maneira como ela fazia chá, fazendo cada mistura mágica que sempre surpreendia a filha.&lt;br /&gt;Já em pânico, Clara resolveu sumir. Bem, ela podia ser jovem, mas não era tola, sabia que em pouco tempo a procurariam para prestar depoimento. O ermo da prisão intensificaria suas lembranças, a mataria aos poucos. Seria mesmo o fim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A moça sumiu por muitos anos. Porém, sua memória ainda a atormentava. Vira a mãe morrer e matara &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Beto&lt;/span&gt;, seu pai. Há pouco tempo, se matou, com vestido de luxo e o chapéu favorito nas mãos. Meu Deus, como adorava chapéus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-4441911801535380273?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/4441911801535380273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=4441911801535380273' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4441911801535380273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4441911801535380273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/chapu.html' title='Chapéu'/><author><name>Pri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ccopF_jr7J4/SKNgq7eA38I/AAAAAAAAAI0/Zs2ujk6mpeQ/s1600-R/Casamento%2BMarina%2B101.jpg..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKM943d0EwI/AAAAAAAAAB4/bE7gAQTNB2w/s72-c/0043.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-8536934366489969840</id><published>2008-08-13T10:09:00.005-03:00</published><updated>2008-08-20T10:43:00.987-03:00</updated><title type='text'>Mudança de planos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKM9RQMZWQI/AAAAAAAAABw/XGWInL0jzeg/s1600-h/anel_onix.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKM9RQMZWQI/AAAAAAAAABw/XGWInL0jzeg/s320/anel_onix.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234094558548678914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem em&lt;span style="font-style: italic;"&gt; www.google.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Ali estava eu, em pé, quando tudo o que mais desejava era fazer algo proibido. &lt;/span&gt;Olhei mais uma vez para a vitrine, o brilho me seduzia, despertava em mim um desejo que não sabia explicar, apenas sabia que se não o realizasse agora não teria coragem jamais.&lt;br /&gt;Respirei fundo. Uma, duas, três vezes. Espiei ao redor, o movimento nas redondezas naquele dia estava calmo, anormalmente calmo. Tudo parecia conspirar a meu favor. Parei de pensar, quando vamos fazer algo errado não podemos refletir muito, ou acabamos por desistir, e eu, decididamente, não queria desistir.&lt;br /&gt;É agora ou nunca!&lt;br /&gt;Atravessei a porta, um sensor qualquer anunciou a minha entrada no lugar. Observei com calma o ambiente. Tinha ares de lugar sagrado, iluminação discreta para não agredir a beleza de cada um dos objetos ali. O cheiro suave e requintado de um lugar onde a pobreza não tinha vez. O som de alguma sinfonia, que não consegui distiguir bem qual, mas que fazia com que quiséssemos permanecer ali o máximo de tempo possível.&lt;br /&gt;Senti tudo isso num único olhar, numa única respiração, naquele ínfimo momento que estive só, desde que a companhia anunciara minha presença e ela saía de algum lugar nos fundos da loja e chegava até mim, solícita.&lt;br /&gt;Não, não a conhecia, e certamente não sabia o seu nome, mas anotei mentalmente que teria de descobrir, e logo. Quando perguntou-me em que podia ajudar, não soube responder. A vontade que me levara até ali passara no instante em que coloquei os olhos nela, no exato instante que o gosto de seu &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;perfume penetrou meus poros e me trouxe a recordação do cheiro de minha falecida mãe.&lt;/span&gt; A única coisa que eu queria, agora, era estar com ela, senti-la próxima a mim, tê-la.&lt;br /&gt;Disfarcei. Avisei que apenas viera olhar um anel que vira na vitrine, mas quando se dispôs a pega-lo para mim não soube dizer qual.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Bem, ela podia ser jovem mas não era tola.&lt;/span&gt; Percebeu que eu não estava sendo sincero. Olhou-me nos olhos e perguntou novamente, agora sem ares de vendedora, em que podia me ajudar. Ousei dizer a mim mesmo que era ela quem eu queria, mas essas palavras não passaram de pensamentos que mantive presos apenas em minha cabeça, do mesmo modo que não passaram de pensamento o desejo de estar com ela agora em &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Itacaré, na antiga casa onde um dia havia sido feliz, num belo e romântico fim de semana&lt;/span&gt;. Mas tudo era sonho, apenas devaneio, se dissesse isso em voz alta ela poderia ter me mandado para Deus sabe onde.&lt;br /&gt;Então, mais uma vez disse que era uma anel que havia visto na vitrine, e desta vez soube apontar, com certeza, qual. Pegou a peça, "era exatamente o que eu queria". Embalou-o, paguei uma fortuna, que dividi em várias prestações que só poderiam ser pagas naquela loja (precisava de algum motivo para voltar sempre), e saí.&lt;br /&gt;De fato aquilo que agora eu carregava no bolso era meu sonho inicialmente, apesar de haver planejado adquiri-lo de outra forma, mas nesse momento meu desejo era outro. Infelizmente, esse não era só pagar para ter. Meu sonho, segundo me informara um crachá, tinha nome: Alice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Juliana Reis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-8536934366489969840?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/8536934366489969840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=8536934366489969840' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/8536934366489969840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/8536934366489969840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/mudana-de-planos.html' title='Mudança de planos'/><author><name>A moda que você quer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03055126060813040253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKM9RQMZWQI/AAAAAAAAABw/XGWInL0jzeg/s72-c/anel_onix.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-4853019782175648178</id><published>2008-08-12T21:08:00.005-03:00</published><updated>2008-08-16T19:53:47.616-03:00</updated><title type='text'>Herança</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKLcPR7Da0I/AAAAAAAAABo/RPYWlP9KTJU/s1600-h/gatos-04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233987872025176898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKLcPR7Da0I/AAAAAAAAABo/RPYWlP9KTJU/s320/gatos-04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;www.google.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Havia dezessete gatos vivendo no apartamento de Hilda. Vivos, esparramados nos sofás, tapetes, em sua cama, os olhos acesos na noite, os bichanos ronronando à mínima impressão de uma ausência sua. Ciumentos e ferinos todos, logo eles que lhe ensinavam o dever da renúncia e a conviver com a sucessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mortos, idos, passados teriam sido quantos mesmo? Muitos, mais que os dezessete que ainda disputavam seus afagos, pão e leite. Isso pra não levar em conta os que nunca iam, eternos em suas sete vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria morrera muito antes, no espaço amplo da fazenda capaz de abrigar e agasalhar todos que lá se refugiavam. A época de sua inocência, como quereriam os amantes de cachorros, dog persons. Ela? Bem, ela podia ser jovem, mas não era tola. Ao menos, era como pensava à época. Só depois da primeira morte é que percebeu, sim, tanta tolice, meu Deus! A juventude, a época verde, o primeiro e derradeiro apego, a pretensão de a todos manter vivos e perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe, não fora ela que iniciara tudo, os primeiros aparecendo apenas na busca de alimento à noite? Chegavam cautelosos, vidravam os olhos nela, quase sempre na cozinha, lembrava-se bem. Do mesmo modo, Hilda não desgrudava, as pupilas dilatadas, tentando aprender o modo como ela fazia chá, aquela infusão de paciência, a platéia de felinos crescendo com o passar dos anos. Até que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, aí fora quase inevitável. Quase. Porque ainda lhe ocorrera aquele mórbido pensamento. No instante mesmo em que, coberta de preto como mandava a tradição da época, avistou as flores do jardim da tia Sylvia é que teve o ímpeto de catar um a um os bichos pelo rabo e lançá-los ao túmulo da mãe, para que além daqui continuassem sua silenciosa companhia. Era assim mesmo como faziam no Egito, tudo e todos enterrados na tumba dos faraós. E pelo que ouvira dizer era dessa região que vinham os tais bichanos, lá da terra seca onde nunca se ousava dizer adeus. Pois então! Por ancestralidade, deviam estar mais que acostumados a seguir seus senhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto pesar apenas porque sentiu o aveludado daqueles bichos a lhe eriçar a pele quando viu as flores balançando em compasso com a brisa, vai-e-volta. Passado o arrepio do momento, optou por lançar sobre o sepulcro apenas um punhado de terra e ornar a lápide com a inscrição da figura de seus animais estimados e algumas flores desse mesmo jardim. Assim é que acabou por herdar aquelas dezessete vidas felpudas e famintas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-4853019782175648178?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/4853019782175648178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=4853019782175648178' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4853019782175648178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/4853019782175648178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/herana.html' title='Herança'/><author><name>Um catador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_3DahWQKU8c8/SGpnlu9G9PI/AAAAAAAAADA/OV_Jry01mw0/S220/Baianidade.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKLcPR7Da0I/AAAAAAAAABo/RPYWlP9KTJU/s72-c/gatos-04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727696934357428856.post-3835811710205921511</id><published>2008-08-11T22:33:00.002-03:00</published><updated>2008-08-11T22:43:42.708-03:00</updated><title type='text'>Atividade do dia 11.8.2008</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKDo3-oxCvI/AAAAAAAAABM/99gxv5R5OR4/s1600-h/Reuniao2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKDo3-oxCvI/AAAAAAAAABM/99gxv5R5OR4/s320/Reuniao2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233438815408950002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;imagem em www.google.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ali estava eu, em pé, quando tudo o que eu queria era fazer algo proibido.&lt;/span&gt; Ele também queria. A todo tempo, nossos olhares se cruzavam e se desviavam rapidamente, receosos de que as outras pessoas na sala percebessem a nota de desejo que resultava desses rápidos encontros. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Decidi, então, que a solução seria seduzi-lo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No fim da reunião, as pessoas, cansadas, começaram a sair depressa. Eu, porém, me demorei um pouco mais. Ele também o fez. Perguntei se ele havia notado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a mancha na parede&lt;/span&gt;, perto da porta, me aproximei e, discretamente, girei a chave. Ele percebeu e não esperou por outro sinal: me beijou com fúria, enquanto suas mãos decidiam se abriam minha blusa ou levantavam minha saia. Minhas mãos sabiam exatamente o que fazer.&lt;br /&gt;Ele e eu ali, e a boca dele passeando no meu corpo me dava a sensação exata de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um tecido de veludo negro, lentamente escorregando dos meus ombros.&lt;/span&gt; As mãos dele, ávidas, pareciam querer decorar a textura da minha pele.&lt;br /&gt;Com os olhos nos meus, ele disse baixinho:&lt;br /&gt;- Quero você amanhã de novo.&lt;br /&gt;Eu, sem dizer palavra, concordei.&lt;br /&gt;Ele tirou a mão úmida das minhas pernas, arrumou a própria roupa, destrancou a porta e saiu.&lt;br /&gt;Eu, de novo, demorei-me um pouco mais.&lt;br /&gt;Desta vez, para retomar o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727696934357428856-3835811710205921511?l=oficinadeideiasunb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/feeds/3835811710205921511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727696934357428856&amp;postID=3835811710205921511' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3835811710205921511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727696934357428856/posts/default/3835811710205921511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oficinadeideiasunb.blogspot.com/2008/08/atividade-do-dia-1182008.html' title='Atividade do dia 11.8.2008'/><author><name>Juliana Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12100608010189786070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKGOk7Ru0mI/AAAAAAAAABg/YYyQFm1E1Io/s1600-R/Parte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3OL16BFUAes/SKDo3-oxCvI/AAAAAAAAABM/99gxv5R5OR4/s72-c/Reuniao2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
